O Bloco de Esquerda assinalou o 1 de Maio com críticas ao novo “pacote laboral”, adotando o mote ‘Não damos a mão ao pacote do patrão’ para marcar a posição contra o que considera ser um ataque aos direitos dos trabalhadores.
Num comunicado divulgado no âmbito do Dia do Trabalhador, o partido recorda o significado histórico da data, destacando o 1.º de Maio de 1974 na Madeira, realizado poucos dias após o 25 de Abril, como um momento fundador da democracia e das principais conquistas sociais, como o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública e os direitos laborais.
Assinalando os 52 anos da Revolução dos Cravos, o BE sublinha que a celebração deve ir além da memória, alertando para os “retrocessos inaceitáveis” no mundo do trabalho. O partido aponta o aumento do custo de vida e a persistência de baixos salários como fatores que agravam as condições de vida dos trabalhadores, tanto a nível nacional como na Região Autónoma da Madeira.
No centro das críticas está o projeto de revisão da legislação laboral, que o BE considera ideológico e prejudicial. Segundo o comunicado, as propostas favorecem a precariedade, sobretudo entre os jovens, incentivando vínculos instáveis e contribuindo para a emigração. O partido denuncia ainda a desvalorização salarial, o recurso ao banco de horas e o enfraquecimento da contratação coletiva.
O BE alerta igualmente para um alegado ataque à organização sindical, defendendo que a resposta deve passar pela união dos trabalhadores. Reafirmando a importância da luta coletiva, o partido conclui que a defesa de salários dignos e do emprego estável é essencial para garantir uma vida com dignidade.