O partido ADN assinalou o 1.º de Maio com uma posição crítica face às atuais políticas laborais, marcando presença na manifestação organizada pela USAM e pela CGTP, no Funchal. Em comunicado, a força política afirma estar “ao lado dos trabalhadores portugueses” e denuncia aquilo que considera ser “mais um ataque encapotado aos seus direitos”.
Apesar de reconhecer convergência com a central sindical na oposição ao chamado “pacote laboral”, o ADN sublinha a sua identidade própria enquanto partido político, afastando-se de “guerras artificiais” e da tradicional divisão entre esquerda e direita, que, segundo defende, pouco contribui para resolver os problemas do país.
O partido critica duramente as medidas laborais em discussão, argumentando que estas “não resolvem os problemas reais”, antes agravando a precariedade e perpetuando um modelo económico baseado em baixos salários. No mesmo documento, o ADN associa a degradação das condições de trabalho a outras áreas políticas, destacando a imigração sem controlo como um fator de pressão sobre os salários.
Além disso, aponta o aumento do custo de vida, a carga fiscal elevada e a ausência de uma estratégia para valorizar o trabalho nacional como entraves ao progresso económico.
O ADN defende, por isso, “trabalho digno, salários justos” e maior regulação migratória, propondo dar prioridade aos trabalhadores portugueses. A iniciativa própria neste Dia do Trabalhador foi apresentada como um momento de proximidade com a população, reforçando a ideia de que “existe alternativa” para o país.