O PCP assinalou hoje, o 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, reafirmando o seu compromisso com a defesa dos direitos laborais na Região Autónoma da Madeira. Em comunicado, o partido saudou a União dos Sindicatos da Região Autónoma da Madeira e, através desta, todos os trabalhadores da Madeira e do Porto Santo, num dia em que os trabalhadores saíram à rua em manifestação organizada pela USAM.
A data é evocada num contexto que o PCP considera marcado por uma intensificação da ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, contrastando com indicadores económicos positivos, como o crescimento do PIB e o aumento da produtividade. Para o partido, o chamado “pacote laboral” configura uma regressão social, ao facilitar despedimentos, agravar a precariedade e promover a desregulação dos horários de trabalho.
O PCP alerta para o impacto destas medidas na vida dos trabalhadores, sobretudo na conciliação entre vida profissional e pessoal. Na Madeira, a precariedade continua a ser um problema estrutural, afetando em particular os jovens e setores como turismo, construção e serviços. Dados recentes apontam para milhares de trabalhadores em vínculos precários e uma elevada percentagem de desemprego jovem.
Perante este cenário, o partido defende a valorização dos salários, a estabilidade no emprego e a redução do horário de trabalho. O PCP apela ainda à mobilização dos trabalhadores, destacando a importância das ações do 1.º de Maio e da greve geral convocada para 3 de junho, como formas de contestação às políticas laborais em curso.
“Não há neutralidade possível. Só com a luta organizada dos trabalhadores será possível travar este pacote laboral e construir uma política alternativa que valorize os salários, os direitos e a dignidade de quem trabalha, e a jornada de Luta do 1º de Maio é fundamental para a afirmação da luta dos trabalhadores”, vinca o partido em nota de imprensa.