Foi hoje apresentada a 41.ª edição do Encontro Regional de Bandas Filarmónicas, um evento que, este fim de semana, entre os dias 17 e 19 de abril, reunirá 12 formações musicais de toda a ilha, além da Banda Militar da Madeira.
Durante a cerimónia, Rafael Mendes, presidente da Associação de Bandas Filarmónicas da Região Autónoma da Madeira (ABFRAM), fez questão de destacar o simbolismo histórico do local, lembrando que a Ribeira Brava “acolheu a primeira edição e tem sido uma marca importante” para a celebração da música filarmónica.
O dirigente sublinhou o caráter diferenciador do programa deste ano, que abraça as comemorações dos 50 anos da Autonomia com um concerto especial na noite de sexta-feira, dia 17, com as vozes de Elisa Silva e Tiago Sena Silva.
Segundo Rafael Mendes, as bandas são “marcos da nossa história e da nossa vivência na comunidade”, e este festival será uma oportunidade para ver músicos de várias bandas e jovens artistas madeirenses, muitos a estudar fora, mas todos “oriundos das nossas bandas filarmónicas”.
O papel social e identitário destas instituições foi o ponto central da intervenção de Jorge Santos, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, que descreveu o encontro como um evento emblemático que já faz parte do ADN do concelho.
O autarca enalteceu a função das bandas enquanto pilares de formação artística e cívica, funcionando como um espaço intergeracional único. “Aprendem, ensinam, é o convívio, é a partilha, é um espaço intergeracional”, referiu o edil, acrescentando que, tirando a parte profana, “nenhum de nós vê um arraial ou uma procissão sem uma banda; certamente não se ia sentir da mesma forma”.
Jorge Santos manifestou o orgulho de o concelho ser o palco desta 41.ª edição, assegurando que as bandas podem continuar a contar com o apoio municipal para manter vivo este património que atrai à vila “os mais talentosos e os mais apaixonados” pela música.
A encerrar a apresentação, o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, reforçou a ideia de que “o Encontro Regional de Bandas é Ribeira Brava”, celebrando a consistência de um projeto cultural que resistiu ao tempo e a desafios como a pandemia.
O governante salientou que a música filarmónica é o registo artístico com maior continuidade na Região, notando que, das bandas presentes, nove têm mais de cem anos de história. “Isto é uma expressão riquíssima de uma herança cultural. A nossa diferença nós temos de afirmar, e a diferença faz-se na cultura”, afirmou Eduardo Jesus.
O secretário regional destacou ainda a importância deste momento para os novos músicos, descrevendo a estreia no encontro como um ‘debut’ inesquecível. “Estas pessoas podem ter 80 e muitos anos, mas a verdade é que essa mensagem fica sempre; um executante nunca se esquece da primeira vez que atuou”, concluiu, agradecendo o esforço conjunto de maestros, músicos, direções e famílias que garantem o sucesso desta grande festa.