MADEIRA Meteorologia

Cinemas tiveram em 2025 menor número de espectadores do século exceto pandemia

Data de publicação
12 Janeiro 2026
11:34

Os cinemas portugueses registaram no ano passado 10,9 milhões de espectadores, uma quebra de 8,2% face a 2024, revelou hoje o Instituto do Cinema e Audiovisual, no que é o pior número desde 1996, sem contar com a pandemia.

De acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e do Instituto Nacional de Estatística, com exceção do período entre 2020 e 2022 devido à pandemia de covid-19, só em 1996 se encontra um valor mais baixo de espectadores de cinema em Portugal, de 10,4 milhões.

No campo das receitas, o valor atingido no ano passado foi de 70,5 milhões de euros, uma redução de 3,9% em comparação a 2024.

No ano passado, estrearam-se mais filmes em sala – 406 contra os 393 filmes estreados de 2024 -, dos quais 54 foram de produção portuguesa, o que representou uma quota de 13,3%.

Em 2025, o cinema português foi visto por 229.455 espectadores, o que significa menos de metade da audiência do cinema português em 2024, com 536.146 entradas.

No total dos 10,9 milhões de espectadores, a audiência do cinema português em sala representou uma quota de 2,1% em 2025. Quanto a receitas de bilheteira, a quota desce para 1,7%, com 1,2 milhões de euros, do total de 70,5 milhões de receitas.

Segundo dados do ICA divulgados hoje, o filme mais visto do ano foi “Lilo e Stitch”, de Dean Fleischer Camp, por 667 mil espectadores, seguindo-se o filme de “Minecraft”, de Jared Hess, com 503 mil, e “Zootrópolis 2”, de Byron Howard e Jared Bush, com 428 mil. Em quarto lugar surge a única presença lusófona nos 10 filmes mais vistos em Portugal: o brasileiro “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, com 385 mil entradas.

A produção portuguesa mais vista do ano foi “O Pátio da Saudade”, de Leonel Vieira, com 69 mil espectadores, do mesmo autor de “O Pátio das Cantigas”, de 2015, que contou com 608 mil.

A seguir surge “Lavagante”, de Mário Barroso, com 21.794 entradas, e “O Lugar dos Sonhos”, de Diogo Morgado, com 17.931 espectadores.

A Cineplace, que encerrou várias salas de cinema em 2025, foi a exibidora que registou a maior quebra de receitas e de número de espectadores – ambas acima dos 30%.

O panorama da exibição continua a ser liderado pela NOS Lusomundo Cinemas, apesar de ter sofrido uma quebra de 3,5% em receitas de bilheteira (para 48,2 milhões de euros) e de 8,1% em número de espectadores (para um total de 7,1 milhões de entradas).

Segundo o ICA, a NOS Lusomundo Cinemas terminou 2025 com 213 salas de cinema, a Cineplace com 58, a UCI com 42 salas e a NLC – Cinema City com 42 ecrãs.

Em termos de espectadores em sala, 2025 foi um ano positivo para as exibidoras Medeia Filmes, que explora o cinema Nimas, em Lisboa, e para a Nitrato Filmes, que programa o Cinema Trindade, no Porto, superando os 90 mil espectadores cada.

Para a Medeia Filmes, a subida foi de 31,5% no número de entradas face a 2024, e para a Nitrato Filmes foi um aumento de 22,3% no número de espectadores.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Qual a avaliação que faz do espetáculo de fogo de artifício deste ano?

Enviar Resultados

Mais Lidas

Últimas