Os vereadores eleitos pelo Chega na Câmara Municipal do Funchal estão a avaliar, “com sentido de responsabilidade e serenidade, a eventual possibilidade de exercício do mandato como vereadores independentes”.
Em comunicado assinado por Luís Filipe Santos e por Afonso Freitas, estes explicam que essa possibilidade surge, na sequência de acontecimentos recentes, designadamente declarações públicas proferidas pelo presidente regional do partido, Miguel Castro, em entrevista ao Diário de Notícias da Madeira, que “vieram acentuar um distanciamento institucional anteriormente existente”.
“O que está em causa não é um desacordo pontual, mas sim divergências quanto a métodos, formas de comunicação e procedimentos internos, que os vereadores consideram não estarem alinhados com os princípios de responsabilidade, seriedade e respeito institucional que devem nortear o exercício de cargos públicos”, escrevem os vereadores.
“Não é intenção destes vereadores prejudicar o partido, os seus militantes ou o Chega Madeira pelo facto de existirem divergências objetivas com o presidente regional. Precisamente por esse sentido de responsabilidade institucional, está a ser avaliada a possibilidade de exercício independente do mandato ou, em alternativa, a procura de uma solução política dialogada com a Direção Nacional do Chega, que permita salvaguardar o interesse público, o trabalho desenvolvido e a dignidade institucional dos eleitos.
Relativamente ao trabalho realizado, os vereadores sublinham que a sua atuação é pública, documentada e verificável.