Quem passa pela rua não faz ideia da relíquia que se esconde por detrás da fachada do edifício que, há 370 anos, acolhe o Recolhimento e a Capela do Bom Jesus e deu nome a esta artéria da cidade do Funchal.
Guiado pelo presidente da direção da instituição, o JM revisitou um pouco da história deste património singular do século XVII, de arquitetura barroca, atualmente devoluto, e confirmou o estado de degradação em que se encontra.
Mais do que falar do passado, falou-se do presente e do futuro de uma propriedade da Diocese do Funchal, que clama por uma intervenção de fundo, urgente, e por uma nova utilização.
O risco da estrutura feita de pedra e madeira, que suporta esta construção centenária, não se aguentar de pé por muitos mais anos é evidente. A humidade e a formiga branca estão a tomar conta do prédio e os efeitos são gritantes. A ameaça de ruína é uma realidade, ao ponto de haver zonas vedadas por questões de segurança.
Ainda neste trimestre do ano, João Correia prevê uma intervenção, mas só ao nível das paredes exteriores, que vão ser pintadas. Tratando-se de um edifício classificado, esta empreitada obedece a regras, como a cor e a tinta a usar, entre outros procedimentos, pelo que ainda não há uma data a apontar. A pintura será por conta da Diocese, mas não vai resolver o problema de fundo.
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