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Presidente do Centro Cultural Islâmico queixa-se de ter sido agredido junto ao Anadia

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
25 Janeiro 2026
12:40

Um cidadão paquistanês a residir na Madeira há sete anos denunciou, através da sua página do facebook, que foi agredido fisicamente ontem, pelas 18 horas, por um indivíduo português, sem motivo.

Já em declarações ao nosso jornal, Umair Shahzad Tariq, presidente do Centro Cultural Islâmico da Madeira, contou que estava, pelas 18 horas deste sábado, a circular a pé junto do Centro Comercial do Anadia, com um amigo, com o intuito de se deslocarem ao supermercado, quando “três homens atravessaram a rua e um deles simplesmente me chutou na perna com força”, não tendo caído ao chão por pouco.

Conta que “ao atravessar a rua, um deles pontapeou-me com força na parte inferior da perna esquerda, quase me fazendo cair. Completamente em choque, perguntei-lhe porque me tinha pontapeado. Em vez de responder, começou a gritar comigo, acusando-me falsamente de o ter pontapeado, e encarando-me de forma agressiva, como se me fosse atacar. Percebendo que a situação poderia piorar, o meu amigo aconselhou-me a afastar-me. Estavam outras três pessoas com o agressor; uma delas disse-me também para ir embora, enquanto outra continuou a olhar para mim sem intervir”.

Segundo o seu relato, o indivíduo que acompanhava quem o atacou aconselhou-o a ir-se embora. Taric admite que ponderou fazer queixa na Polícia, mas “como o homem depois desapareceu, achei que seria inútil”.

Refere que “o indivíduo aparentava ter cerca de 30 anos, olhos azuis e cabelo loiro, e vestia uma camisola azul-clara, tanto quanto me recordo. Segurava uma cerveja num copo descartável e caminhava na direção oposta à minha”.

Referindo que este foi o primeiro incidente em Portugal em que é foi agredido fisicamente, o paquistanês admite que, depois do ocorrido, pensou se o ataque que diz ter sofrido se deveu a islamofobia, por o indivíduo “odiar imigrantes, ou se ele me conhecia da comunicação social”.

Isto porque, explica, “estou preocupado que este incidente possa estar relacionado com o ódio e o assédio que tenho sofrido há vários meses”, diz o presidente do Centro Islâmico de Santa Cruz.

Leia mais na edição impressa do JM de amanhã.

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