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Região investiu 700 mil euros na campanha de vacinação sazonal

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
24 Setembro 2025
11:31

Hoje, segundo dia da campanha sazonal de vacinação contra a gripe e a Covid-19, a secretária regional de Saúde e Proteção Civil esteve no centro de saúde do Bom Jesus para assinalar o início da campanha, sendo a própria também vacinada, já que faz parte dos grupos profissionais de risco.

Aos jornalistas, Micaela Freitas salientou que o Governo Regional investiu cerca de 700 mil euros na campanha em curso, tendo adquirido 67.500 vacinas, das quais 49.500 doses são destinadas à gripe e 18 mil à Covid-19, abrangendo gratuitamente a população considerada de maior risco.

Instada sobre a mudança ocorrida a nível regional, em que a vacinação era gratuita para utentes a partir dos 50 anos, e que este ano passa para os 60 anos, como a nível nacional, a governante explicou que a estratégia está alinhada com a prática nacional e internacional.

“O foco tem de ser vacinar as pessoas mais vulneráveis e as pessoas com mais de 60 anos são as mais vulneráveis”, afirmou, sublinhando que esta alteração “não significa que, de acordo com a evolução da campanha e da situação epidemiológica, não possa vir a ser incluída a faixa dos 50 anos”.

A governante afiançou que a decisão não está relacionada com questões financeiras, mas com a necessidade de concentrar recursos nos grupos de maior risco. “O objetivo da vacinação é, no fundo, proteger estas pessoas mais vulneráveis, mas também atenuar os efeitos da gripe e da Covid na comunidade e também no sistema regional de saúde.” Recorde-se que no passado a Madeira, foi pioneira ao alargar a vacinação gratuita a partir dos 50 anos, tendo sido administradas mais de 6.000 doses a essa faixa etária.

A responsável reconheceu ainda que a adesão às vacinas tem ficado aquém das expectativas, quando instada sobre a influência de grupos anti-vacinação e de campanhas de desinformação. “O nosso papel é alertar para os benefícios da vacinação. As pessoas são autónomas e decidem de acordo com aquilo em que acreditam, mas as evidências científicas demonstram claramente a importância das vacinas para proteger não só cada indivíduo, mas toda a comunidade”, reforçou.

De salientar que a vacinação está disponível em qualquer centro de saúde da Região, em sistema de porta aberta, mas o Governo recomenda marcação prévia para evitar esperas. Questionada sobre a eventual inclusão das farmácias no processo, a secretária afastou a hipótese. “A história mostra-nos que nunca ficou ninguém de fora. O Serviço Público tem capacidade para dar resposta e não se justifica, neste momento, chamar as farmácias comunitárias”, clarificou.

Além dos idosos, a campanha traz novos grupos abrangidos: crianças entre os seis meses e os dois anos saudáveis, bem como profissionais da pecuária e da veterinária.

A campanha decorre até 30 de abril do próximo ano, mas a Saúde recomenda que a vacina contra a gripe deve ser tomada até ao final de 2025 para garantir maior eficácia.

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