O Partido Trabalhista Português (PTP) acusou, hoje, o Chega de “enfiar o barrete” aos madeirenses com a exigência da criação do denominado Gabinete Autónomo da Transparência e Prevenção da Corrupção, classificando a iniciativa como “um logro político sem qualquer eficácia real”.
De acordo com o PTP, este gabinete “não passa de uma manobra de propaganda que visa criar a ilusão de combate à corrupção, sem dispor de poderes concretos, independência institucional ou condições para exercer funções de fiscalização credíveis.”
Em comunicado, o partido afirma que “o Chega vendeu aos madeirenses uma solução milagrosa que, na prática, não passa de um organismo vazio. É um faz-de-conta político para inglês ver”.
A polémica adensa-se com a nomeação para o cargo de coordenação de um advogado ligado à defesa de arguidos no processo Ab Initio, o que, de acordo com o PTP, “compromete desde logo qualquer aparência de imparcialidade”.
“Não há isenção possível quando se escolhe para fiscalizar alguém com filiação no partido do poder e com ligações diretas a casos que envolvem suspeitas de corrupção no exercício de cargos públicos”, sublinha o partido.
O PTP considera que esta situação demonstra a “incoerência do Chega enquanto força política de oposição”, acusando-o de “promover medidas mediáticas, mas desprovidas de substância”.