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PSD defende nova concessão para o Forte de São João Batista com foco na história, cultura e desenvolvimento de Machico

Data de publicação
16 Maio 2026
14:07

Os vereadores eleitos pelo PSD à Câmara Municipal de Machico manifestaram o seu apoio à intenção do Governo Regional de avançar com uma nova concessão para os vestígios do Forte de São João Batista, defendendo, contudo, que “o futuro projeto respeite a identidade histórica, cultural e paisagística daquele espaço emblemático do concelho”.

O Forte de São João Batista encontra-se atualmente em estado de degradação, após vários anos de abandono e sucessivos atrasos em projetos de requalificação. O espaço, que integra uma capela e guarda um importante valor patrimonial e sentimental para os machiquenses, acolheu no passado os chamados retornados das ex-colónias portuguesas, entre os quais o Cardeal D. José Tolentino Mendonça.

“O Governo Regional promoveu a construção de uma infraestrutura destinada à exploração hoteleira no local, mas a crise económica e financeira que atingiu Portugal e a Madeira travou a conclusão do empreendimento. Uma segunda tentativa de concessão esbarrou em questões relacionadas com parcelas de terreno pertencentes à Câmara Municipal, e quando essas questões ficaram resolvidas, a pandemia de COVID-19 voltou a atrasar o arranque das obras. Com o incumprimento dos prazos, o Governo Regional anulou a concessão e o edifício inacabado acabou por ser demolido, após a deteção de falhas estruturais”.

Perante este cenário, os vereadores social-democratas são perentórios: “o Forte não pode continuar ao abandono, e a decisão do Governo Regional de avançar com uma nova concessão é interpretada como um passo firme no sentido de garantir que o futuro do Forte de São João Batista não fica dependente de iniciativas sem execução”, reforçando “a necessidade de compromisso, capacidade de investimento e visão estratégica”.

Para além da recuperação do espaço, os vereadores do PSD defendem uma visão mais ampla para o projeto. Consideram “essencial que a futura unidade hoteleira tenha em conta a valorização estratégica da zona, nomeadamente a possibilidade de, no futuro, surgir uma marina destinada a grandes iates que atravessam o Atlântico, potenciando o desenvolvimento turístico e económico de Machico”.

A vereação defende “igualmente que o projeto reflita a história e a cultura machiquense, através da criação de um centro interpretativo integrado na unidade hoteleira”. “Machico representa o berço histórico da Madeira. Estamos a falar dos descobrimentos, dos fachos, do turismo, da indústria naval, da pesca, da indústria conserveira, da cana-de-açúcar e também do culto religioso. Todo este património deve ser valorizado e integrado no futuro projeto”, sublinham, defendendo que “a nova unidade hoteleira deve estar indissociavelmente ligada a um museu que balize a história de Machico e vocacionada para uma perspetiva histórica e sensorial dos descobrimentos”.

O vereador Luís Ferreira resume a ambição do grupo: esta nova oportunidade deve servir “não apenas para recuperar um espaço histórico degradado, mas também para criar um projeto diferenciador, capaz de afirmar Machico como destino de excelência, conciliando turismo, património, identidade cultural e desenvolvimento sustentável”.

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