O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Nuno Batista, acusou hoje o vereador Luís Bettencout, eleito pelo UNE – Unidos pelo Nosso Porto Santo, de viver “toda a vida à custa do mal dos outros” e ter no seu currículo “falsificação de documentos, burla e tudo o que os porto-santenses sabem”.
Nuno Batista reagia assim às declarações do vereador, que, em comunicado, questionou “onde estava o senhor presidente da Câmara”, durante os danos materiais, inundações e queda de árvores causados ontem pela depressão Therese.
O vereador acusou o presidente de ter saído da ilha, “quando muitos porto-santenses precisavam de apoio”, e disse que “é precisamente nestas alturas que se mede a seriedade de quem exerce cargos públicos”.
Negando a acusação, Nuno Batista garante que estava no hotel Colombos na altura dos acontecimentos e que “em meia hora” várias equipas já estavam a trabalhar no terreno. E sobre o que o vereador afirmou, respondeu: “Não se podia esperar outra coisa de alguém que, toda a vida, viveu do mal dos outros e que tem como currículo para apresentar falsificação de documentos, burla e tudo aquilo que os porto-santenses sabem”.
Não obstante, reconhece que se ausentou da ilha, mas apenas “hoje de manhã”, por causa de um tratamento que está a fazer “há algum tempo”. “É um tratamento que se eu falhasse hoje tinha que voltar três meses atrás para começar”, disse, sem adiantar mais.
Por outro lado, tranquilizou quem tem segunda casa no Porto Santo e estava alarmado. Disse que membros da proteção civil e equipas da câmara estiveram nas casas desses particulares e, hoje, “não há uma única situação que tivesse sido reportada a qualquer membro da Câmara e à Proteção Civil que não esteja acautelada e a tentar ser reparada”.