O PCP realizou hoje uma ação de contacto com trabalhadores junto ao Plaza, onde voltou a criticar e mostrar-se contra o Pacote Laboral do Governo da República, reafirmando aquela que considera ser a necessidade de valorizar o trabalho, os salários e os rendimentos de quem vive do seu esforço diário.
Durante a iniciativa, Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, alertou que a atualização do documento “pretende piorar ainda mais uma legislação que já é profundamente prejudicial para quem trabalha”. Para si, os objetivos são “claros e graves”, nomeadamente: “perpetuar os baixos salários, facilitar despedimentos sem justa causa, agravar e eternizar a precariedade, desregular e prolongar horários de trabalho, atacar direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação coletiva e enfraquecer a liberdade sindical e o direito à greve”,
O dirigente comunista sublinhou que os trabalhadores “já demonstraram de forma inequívoca a rejeição destas medidas, exigindo a revogação das normas mais gravosas da legislação laboral”. Recordou, nesse sentido, a forte mobilização registada na greve geral de 11 de dezembro, antecedida por outras ações de luta.
Para o PCP, perante as dificuldades que observa que afligem a maior parte da população, o Governo e os partidos que o apoiam “optam por agravar os problemas em vez de lhes dar resposta”. “O ataque aos direitos é uma resposta aos interesses do grande patronato, para aumentar a exploração e a concentração da riqueza, à custa da degradação das condições de vida dos trabalhadores”, afirmou Ricardo Lume.
O PCP defende que “é fundamental intensificar a ação reivindicativa nos locais de trabalho, exigindo melhores salários, valorização das carreiras e profissões e uma efetiva negociação coletiva”, apontando como objetivo “aumentos salariais de, pelo menos, 15% e 150 euros para todos os trabalhadores”.
Na sua intervenção, Ricardo Lume destacou ainda que “os problemas do País e da Região exigem um outro rumo”, considerando que a luta dos trabalhadores, do povo e da juventude é determinante para alcançar mudanças. Neste sentido, vincou a importância da manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para 28 de fevereiro, “que terá expressão também na Região, bem como das ações em defesa do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, dos serviços públicos, do direito à habitação, da paz e da solidariedade entre os povos”.
O PCP apela aos trabalhadores, às populações, aos jovens, aos democratas e patriotas “para que se mobilizem contra esta política, em defesa dos direitos, da melhoria das condições de vida e por uma alternativa patriótica e de esquerda, assente nos valores de Abril”.