O JPP e o PS justificaram a decisão de não indicar nomes para o Gabinete Autónomo de Transparência e Prevenção da Corrupção, cuja eleição está marcada para o próximo dia 26 de fevereiro, na Assembleia Legislativa da Madeira, com críticas ao modelo de constituição do organismo.
Paulo Cafôfo, líder da bancada parlamentar do PS-M, afirmou ao JM que o gabinete, tal como está concebido, “é um disfarce”, questionando a sua verdadeira independência e eficácia no combate à corrupção.
Na mesma linha, o líder do maior partido da oposição, Élvio Sousa (JPP), manifestou ao Jornal ter reservas quanto à confiança que o gabinete pode merecer, uma vez que o organismo criado para reforçar o combate à corrupção integra um elemento indicado pelo próprio Governo Regional.
“Como é que podemos confiar num gabinete com um nome pomposo, (...) que diz que vai reforçar o combate à corrupção, tendo indicado um nomeado da confiança política do Governo?”, questionou, classificando a situação como uma “fantochada”.
Em causa está o facto de o Governo Regional já ter indicado um dos elementos do gabinete, cabendo às forças com maior representatividade parlamentar a designação dos restantes membros. PS e JPP optaram por não apresentar qualquer nome, posição que abriu espaço para que a indicação transitasse para o partido seguinte, o Chega.
A votação dos titulares do Gabinete Autónomo de Transparência e Prevenção da Corrupção decorrerá na sessão plenária de 26 de fevereiro.