No início da cerimónia comemorativa do dia do concelho de Machico, os discursos começaram com os deputados municipais.
Marco Pires, deputado único do CDS, começou por afirmar que “Machico precisa de verdade”, não precisa de relatórios.
Isto para aclarar, “com frontalidade”, que a “verdade e que o atual presidente não liderava o governo anterior, mas fazia parte dele”.
Para Marco Pires, Não há resultados de promessas feitas, como habitação acessível, revisão do PDM, apoio ao comércio local, e entre outros exemplos, o turismo não tem uma estratégia estruturada.
Marco Pires apontou ainda que o programa aprovado para governação não tem correspondido na sua execução.
O CDS lembra a devolução do IRS aos munícipes, defendido pelo partido, mas que não se concretizou.
Por outro lado, deixou um apelo direto ao governo. Engenheiro Pedro Rodrigues, olhe para Machico com a atenção que merece. Tem muito potencial e exige investimento. Machico não pode ficar em segundo plano, vincou o deputado municipal do CDS, concluindo que Machico nasceu para liderar.
Machiquenses merecem política séria
Já Lucinda Moreira, do JPP, apontou falhas na governação autárquica e pediu uma responsabilidade comum em prol dos munícipes.
”Os machiquenses merecem uma política séria, equilibrada e humana”, para “um concelho mais justo, coeso e com oportunidades para todos”.
Assim, vincou a deputada municipal do JPP, “quando a política coloca as pessoas no centro das decisões, cumpre a sua missão mais nobre: servir”.
Concelho não pode estar com conformismos
Pelo PSD, Eulália Remesso sublinhou que Machico sempre foi e é um concelho de gente trabalhadora e resiliente, com superação de intempéries.
”Hoje, mais do que nunca”, Machico precisa de estratégia global, com soluções nas acessibilidades, requalificação Urbana urgente das freguesias e um combate sério à crise de habitação, apontou, vincando que o município precisa de mais ação da Autarquia, sem conformismos.
Assegurou que o PSD vai continuar a apontar as necessidades dos munícipes, elogiando a postura dos vereadores do PSD, uma oposição critica e próxima das pessoas, com coragem de denunciar o que está mal. “Machico precisa de um novo impulso, ganhar confiança e mais confiança política. Um concelho que acredite mais em si próprio”, afirmou Eulália Remesso.
Machico não é apenas uma terra de história, é deve voltar a ser uma terra de futuro”.
Por fim, Paula Spínola, do PS, encerrou os discursos dos partidos representados na Assembleia Municipal de Machico.
A socialista apontou as políticas preconizadas pela autarquia nos últimos anos.
Destacou o facto deste ter sido primeiro dia do concelho desde que o padre Martins Júnior faleceu, lendo alguma textos do antigo presidente do município, sobre o concelho de Machico e do seu povo.
”Ensinou nos que abril não é só para recordar, mas para agora”, disse Paula Spínola, adaptando para a frase “Machico não é só celebrar, é para agir e lutar”.