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Movimento Democrático de Mulheres convoca manifestação a 8 de março

Data de publicação
02 Março 2026
16:29

O Movimento Democrático de Mulheres irá promover uma Manifestação Nacional de Mulheres, no próximo 8 de março, Dia Internacional da Mulher, estando já confirmada em 16 localidades de norte a sul do país.

Na Madeira, a concentração terá lugar no Funchal, na Ponte de São João, em frente à Estátua dos Professores, pelas 15h30.

Em nota enviada às redações, o MDM aponta que a mobilização surge com o “objetivo reivindicar direitos, pela dignidade e pela igualdade, pretendo especificamente denunciar os baixos salários; a degradação dos serviços públicos; o combate às violências e a exigência de respostas rápidas para a reconstrução dos concelhos atingidos pelo mau tempo”.

Conheça na integra as reivindicações propostas pelo movimento:

“Vida com dignidade. Direitos com igualdade

Sob o lema «Vida com dignidade. Direitos com igualdade», o MDM convoca mulheres de todas as idades, profissões e realidades para um dia de afirmação e de luta, com ações já confirmadas em 16 localidades e outras em andamento, dando corpo a uma mobilização nacional, descentralizada e amplamente participada. Num contexto de agravamento das desigualdades, da precariedade laboral, do custo de vida, da degradação dos serviços públicos e de múltiplas formas de violência e discriminação, as mulheres recusam continuar a “aguentar” e rejeitam retrocessos nos direitos conquistados. Da violência doméstica ao namoro, do trabalho à exploração na prostituição, da objetificação do corpo à banalização da agressão na rua e no espaço digital, persistem violências que exigem respostas públicas firmes, políticas de prevenção eficazes e um compromisso real do Governo com a proteção das mulheres. A Manifestação Nacional de Mulheres será também um palco privilegiado para dar voz a estas realidades e para colocar no centro da agenda mediática a urgência de políticas consequentes.

Reconstruir é um direito, não uma promessa.

Este ano, a Manifestação Nacional de Mulheres assume ainda um significado particular para as populações atingidas pelo mau tempo, onde a destruição de infraestruturas e serviços teve impacto direto na vida de milhares de pessoas. Quando o Estado falha, são as mulheres que ficam na linha da frente a segurar famílias, cuidar de crianças e idosos, garantir o essencial ao funcionamento das comunidades. Na rua, no 8 de Março, o MDM quer tornar visível esta realidade e afirmar que a solidariedade é importante, mas não basta: é dever do Governo garantir apoios, reconstrução, proteção do emprego, defender os postos de trabalho e condições de vida dignas. Reconstruir é um direito, não uma promessa – e é isso que as mulheres vão exigir em uníssono.

Direitos na lei e na vida real

Neste dia, nesta Manifestação Nacional de Mulheres, o MDM apela à participação das mulheres em todo o país para transformar a indignação em força coletiva e para exigir o que é fundamental: que os direitos consagrados na lei sejam cumpridos na vida real. Na rua, ecoarão reivindicações claras: defesa do Serviço Nacional de Saúde, salários dignos, fim da precariedade, horários compatíveis com a vida familiar e pessoal, combate a todas as violências, escola pública, habitação e uma política de paz e solidariedade.

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