Os engenhos começaram hoje a laboração da cana-de-açúcar, que, este ano deverá rondar as 8.500 toneladas colhidas, quantidade que poderá ser ligeiramente acima do total do ano passado.
Em declarações à Rádio JMFM, o secretário regional de Agricultura e Pescas salientou que as estimativas ao nível da produção de aguardente para o rum apontam para os 600 mil litros.
Nuno Maciel lembrou que o executivo madeirense tem apoiado os produtores, com o pagamento de 120 euros por tonelada, acrescidos de 250 euros de apoio do POSEI. “O que significa que 370 euros de preço pago via engenhos é apoio público. É a demonstração que apoiamos a fileira da cana-de-açúcar, os produtores e quem transforma a cana em rum”.
O governante salientou que este é um produto que já representa cerca de 6 milhões de euros em vendas. “Queremos ter, cada vez mais, um rum de qualidade, que nos diferencia à escala global”.
Por outro lado, o governante com a pasta da Agricultura mostrou-se preocupado com a diminuição da área agrícola reservada para a produção da cana-de-açúcar, principalmente, na zona oeste. Nuno Maciel reconhece que há muitos terrenos agrícolas apetecíveis para a construção, com muitos madeirenses a venderem para terem melhores condições.
De qualquer modo, o governante considerou que a aposta tem de ser na modernização da agricultura, rentabilizando a produção nas mesmas áreas agrícolas.