A manifestação convocada pela União dos Sindicatos da Madeira (USAM) está a contar com cerca de 100 manifestantes esta tarde, junto à ALRAM. Segundo, Nelson Pereira, coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, a adesão à greve contou com “80% da administração pública”.
O setor da saúde foi o mais afetado, com vários serviços a funcionarem apenas com os serviços mínimos obrigatórios.
“O setor de saúde está completamente condicionado nos centros de saúde. Muitos dos serviços dos centros de saúde fecharam, tiveram uma adesão de 100%”, afirmou Nelson Pereira. O dirigente sindical acrescentou que “o Hospital Dr. Nélio Mendonça, o João de Almada e os Barcelos tiveram os serviços mínimos”.
Na educação, o impacto foi mais contido. “Somente algumas escolas primárias é que fecharam e no secundário muitas delas tiveram 50% a 60%, outras mais baixas, mas vamos rondar os 50% em algumas secundárias”, disse. “A AIMA registou 100% de adesão, enquanto na Loja do Cidadão os cartões de cidadão chegaram aos 90% de paralisação, as cartas de condução e passaportes ficaram entre os 20% e os 50%”, explicou.
Nelson Pereira deixou ainda um alerta sobre o recuo nos direitos laborais desde o período pós-crise. “Claramente houve um ganho significativo dos direitos dos trabalhadores até 2008, 2009, e a partir daí foram só retirar direitos”, afirmou, referindo-se à publicação do SIADAP e à legislação que se seguiu. “Estamos a falar, desde 2009 até agora, de um corte de 20% sobre a evolução dos salários que podia ter até ao dia de hoje. Os acertos que fizeram não compensam o tempo em que foram retirados os salários”, sublinhou, lembrando que “as carreiras e os salários estiveram congelados durante cerca de seis anos sem reposição posterior”.