A Juventude Popular (JP) de São Vicente reagiu, hoje, em comunicado, ao arranque das operações de limpeza no antigo estaleiro da Câmara Municipal, considerando o passo positivo, embora com críticas à forma como o processo foi conduzido pelo executivo.
Em comunicado, o dirigente João Pedro Sousa destaca que a intervenção vem dar resposta a um problema de insalubridade há muito denunciado, defendendo, contudo, que “esta intervenção é fruto da pressão exercida pela denúncia pública e não de uma gestão proativa.”
Para a estrutura juvenil, o desfecho evidencia que “a pressão política e mediática teve um papel determinante” na resolução da situação, apontando “falta de empatia por parte da autarquia”.
Segundo a nota de imprensa, um dos pontos que continua a suscitar dúvidas prende-se com o destino dos animais que se encontravam no local. A JP questiona a necessidade do realojamento com caráter de urgência, recordando declarações anteriores do presidente da Câmara que asseguravam boas condições para os mesmos.
Perante isso, a organização exige que sejam tornadas públicas as condições do novo espaço de acolhimento, defendendo que o processo deve ser “transparente” e “devidamente esclarecido à população”.
No mesmo documento, a JP critica ainda o que descreve como uma “atuação reativa” do município, referindo “ausência de planeamento consistente”, tanto ao nível da gestão ambiental como do bem-estar animal.
A terminar, a juventude partidária garante que “continuará a acompanhar o caso”, assumindo uma “posição de vigilância ativa”.