As trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Machico exigem uma reunião com o presidente do Governo Regional para transmitir aquilo que consideram ser as graves condições em que trabalham.
Foi na leitura de uma resolução, em frente à Quinta Vigia, e que aqui foi aprovada, que Cristiana Sousa deu conta da exaustão das trabalhadoras que trabalham naquela instituição que está hoje em serviços mínimos.
Depois do voto a favor desta resolução, que foi entregue simbolicamente, a um funcionário da Quinta Vigia, Cristiana Sousa disse às jornalistas que a adesão nesta quarta greve é de 100 por cento.
A delegada sindical e porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritório e Serviços de Portugal (CESP) referiu que o que está em causa é a falta de pagamento dos retroativos de julho de 2022 a dezembro de 2023, matéria que já tinha sido abordadas em reunião tripartida na Direção Regional do Trabalho. Isto depois de ter sido alcançada a aplicação do CCT das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social).
Cristiana Sousa destacou que o CESP e trabalhadoras apresentaram à Santa Casa de Machico, uma proposta no sentido de aumentar em 4 meses o prazo para a administração pagar os retroatividade das diuturnidades e dos salários referentes a julho de 2022 a dezembro de 2023.
Ou seja, sugeriram que os montantes fossem pagos em 8 prestações mensais, mas a proposta não terá sido aceite. Mas as críticas não se ficam por aqui. Diz Cristiana Sousa que a Santa Vasa da Misericórdia de Machico aplicou “durante vários anos, um CCT caduco e sem aplicação na Região”.
Caso, aliás, que não será único. A ocasião foi aproveitada para o repúdio à retirada do dia de descanso em dia de aniversário das trabalhadoras, que tinha sido atribuído pelo anterior provedor. Cristiana Sousa acredita que Miguel Albuquerque vai receber estas trabalhadoras ou os seus representantes, apesar de, nas reuniões que já tiveram oportunidade de manter com a secretária da tutela “ terem recebido um ‘nim’”.
Ana Sousa está “solidária” mas nada mais do que isso. A luta continua, como assegurou e haverá novo plenário de trabalhadoras no início de abril. Refira-se que eram cerca de meia centena, as trabalhadoras que estiveram à porta da Quinta Vigia e que já dispersaram.