Eduardo Correia, vice-presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, no Fórum JM, a decorrer no Porto Santo, evidenciou que há realidades “muito distintas” entre os municípios, em termos de financiamento.
“Temos, no continente, municípios muito dispares. E isso aconteceu assim porque não há regulação nenhuma para que os municípios tenham de pagar um cêntimo aos bombeiros. O presidente da Câmara é o responsável máximo pelos bombeiros, mas do ponto de vista de organização, o financiamento é responsabilidade do Estado”, explicou, referendo que as câmaras que o fazem “é de livre vontade”.
Também os custos diferem entre regiões, referiu, lembrando, por exemplo, as despesas com o INEM, que não se aplicam à Madeira.
“Defendemos um modelo de contrato-programa. Isso está no Programa de Governo, foi uma das primeiras vitórias da Liga convencer um partido político a escrever no programa esta questão”, disse.