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Hantavírus: Espanha garante que todas as pessoas chegaram sem sintomas às Canárias

Data de publicação
12 Maio 2026
15:12

O governo espanhol garantiu hoje que todas as pessoas do navio com um surto de hantavírus chegaram às Canárias sem sintomas ou teste positivo de infeção, depois da confirmação de dois casos em passageiros de Espanha e França.

Segundo a ministra da Saúde, Mónica García, foram respeitados os protocolos internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Contolo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) na avaliação de tripulantes e passageiros à chegada do “Hondius” às Canárias, onde foram desembarcadas e repatriadas 125 pessoas de mais de 20 nacionalidades no domingo e na segunda-feira.

Os protocolos previam um “inquérito epidemiológico” à chegada às Canárias e medição de temperatura, sendo que ninguém tinha febre ou outros sintomas, garantiu a ministra, numa conferência de imprensa em Madrid.

Depois da saída do barco e transporte aos voos de repatriamento, tudo na ilha de Tenerife, coube a cada país aplicar os seus próprios protolos sanitários, disse Mónica García.

A ministra garantiu que o Governo espanhol atuou com “toda a transparência” e não ocultou informação sobre possíveis infetados no barco, depois de acusações neste sentido do executivo regional das Canárias e dúvidas levantadas em relação, sobretudo, ao caso de uma mulher francesa e de um passageiro norte-americano.

Uma mulher francesa retirada do navio de cruzeiro no domingo começou a manifestar sintomas logo no voo de repatriamento e um teste feito à chegada a França deu positivo para infeção de hantavírus, segundo as autoridades de Paris.

O estado de saúde desta mulher é crítico e está numa unidade de cuidados intensivos.

Quanto ao passageiro norte-americano, a ministra espanhola disse que um teste feito quando o barco estava de quarentena em Cabo Verde teve um resultado inconclusivo e a repetição foi negativa, pelo que tanto a OMS como o ECDC, que tinham pessoal a bordo do cruzeiro, o classficaram como um caso negativo.

À chegada às Canárias, os EUA decidiram porém clasificar o caso como “positivo fraco” e fizeram novo teste durante o voo de repatriamento que, assegurou hoje a ministra espanhola, deu negativo, pelo se trata de um caso não confirmado.

Foi entretanto confirmado um novo caso num dos 14 espanhóis que estão a fazer quarentena num hospital de Madrid, que começou a ter sintomas ligeiros na segunda-feira, quando já estava internado.

O Governo de Espanha disse ainda que testes específicos ao hantavírus, do tipo PCR, para todos os ocupantes do navio antes do desembarque nas Canárias, nunca estiveram previstos nos protocolos da OMS e do ECDC, sublinhando a complexidade que isso teria e a demora que poderia implicar para a operação de desembarque.

O diretor-geral OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou hoje nove casos de infeção com hantavírus certificados, mais dois prováveis e três mortes neste surto, todos entre passageiros e tripulantes do “Hondius”.

Segundo a ministra, com a certificação do caso do passageiro de Espanha, o número de casos confirmados subiu para dez.

Atendendo ao longo período de incubação do vírus, é provável que surjam mais casos nas próximas semanas, mas as pessoas que estavam no navio estão já sob vigilância médica e os infetados ou com suspeita de infeção estão isolados, pelo que “nada aponta para um surto maior”, acrescentou Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falou também numa conferência de imrpensa em Madrid.

O diretor-geral da OMS voltou a apelar a todos os países que receberam tripulantes e passageiros do navio para os colocarem numa quarentena de 42 dias e reiterou que “a avaliação da OMS” é que risco para a saúde e a população global continua a ser baixo.

O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se entre humanos.

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