O presidente do Governo Regional enfatizou, esta manhã, no Porto Santo, que as obras no aeroporto da ilha dourada devem avançar com prioridade, uma responsabilidade do Estado.
Miguel Albuquerque considerou prioritário avançar com as intervenções previstas na placa e na aerogare para melhorar a operacionalidade da infraestrutura. “O que nós precisamos rapidamente é começar as obras, quer na placa, quer na aerogare do aeroporto”, afirmou.
Segundo explicou, a ANA já realizou várias consultas ao mercado, mas enfrenta dificuldades em encontrar empresas disponíveis com a capacidade de mão de obra necessária para executar os trabalhos devido ao atual volume de obras na ilha.
As declarações foram feitas aos jornalistas durante uma visita à unidade industrial José Faustino Mendonça Diogo Unipessoal, onde o governante abordou os problemas da mobilidade aérea e os investimentos previstos para a ilha. O governante sustentou que o Estado deve garantir o cumprimento do contrato de mobilidade aérea por parte da Binter, admitindo que a companhia tem registado falhas que afetam os porto-santenses.
Questionado sobre os constrangimentos nas ligações entre Madeira e Porto Santo, Miguel Albuquerque recordou as dificuldades existentes antes da entrada da Binter na rota, referindo que anteriormente operava “um avião minúsculo” sem capacidade de resposta para passageiros, bagagem e carga.
O chefe do executivo regional sublinhou que a atual operação resulta de um contrato celebrado entre o Estado e a companhia aérea espanhola. “A Binter tem a vantagem de ter aviões com capacidade de carga de passageiros e de bagagem e, neste momento, é o contrato que está em vigor entre o Estado e essa companhia”, afirmou.
Ainda assim, reconheceu problemas na operação recente. “Tem havido algumas falhas por parte da Binter. Neste momento, isso tem de ser dirigido à tutela para a tutela fazer cumprir o contrato”, declarou.
Miguel Albuquerque destacou também o impacto do subsídio de mobilidade criado pelo Governo Regional, inicialmente aplicado apenas fora da época alta e posteriormente alargado a todo o ano. “São milhões e milhões de euros que nós ganhamos com isso todo o ano”, disse, defendendo que a medida permitiu reforçar a economia local e garantir viagens mais acessíveis para os residentes.
Durante a visita à unidade industrial, Miguel Albuquerque elogiou ainda a qualidade dos produtos agrícolas do Porto Santo, defendendo uma aposta em produtos de nicho e de elevada qualidade, como compotas, geleias, sabonetes e produtos derivados da grainha de uva.