Eduardo Correia, vice-presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, confirmou, no Fórum JM, que tanto na Madeira como nos Açores existem, de facto, diferenças “que se vão cavando”, em relação entre os voluntários e os sapadores.
“Vamos tento, no continente, uma terceira via dentro das associações humanitárias. Para além do voluntário ‘puro’, temos o bombeiro profissional (que tem um contrato de trabalho), que começou por ser na área dos transportes de doentes não urgentes”, explicou, referindo que esta foi a primeira atividade onde a contratualização dos bombeiros passou a ser uma realidade. Sendo colateral ao socorro, é uma atividade que “o bombeiro ‘puro’ muitas vezes enjeita”.
Neste momento, estão protocoladas cerca de 750 equipas de intervenção permanente, “essas, em teoria, com cinco bombeiros [...] e este ano vão ser criadas mais 20 equipas”. Há aqui um conjunto de bombeiros profissionais “que já ultrapassa os bombeiros municipais e sapadores”.
“É uma carreira que não tem uma perspetiva. Temos um programa que já tem 20 anos e bombeiros que estão nas associações há bastantes anos e não saem da cepa torta”, indicou Eduardo Correia, acrescentando que este fato não é forma de incentivo nem ao recrutamento, nem à permanência, o que representa um “problema grave”, um “elefante grande”.
Assim sendo, “é preciso dar um passo cada vez maior, porque um elefante grande não se pode comer de uma vez”.