A Escola Básica com Pré-Escolar Engenheiro Luís Santos Costa voltou a assinalar, ao longo do mês de abril, o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância com um conjunto alargado de iniciativas dirigidas à comunidade educativa. Em articulação com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Machico, a escola reforçou o seu compromisso na promoção dos direitos das crianças e na sensibilização para a importância de ambientes seguros e protetores.
As atividades, que têm vindo a ser desenvolvidas de forma consistente nos últimos anos, procuraram estimular valores essenciais como o respeito, a empatia e a responsabilidade coletiva. A coordenação esteve, neste ano letivo, a cargo do professor Marco Andrade de Vasconcelos, apoiado por uma equipa composta por docentes do 1.º Ciclo e uma educadora de infância.
O trabalho de sensibilização teve início em março, com a apresentação de conteúdos informativos nas salas de aula, promovendo o diálogo entre alunos e professores sobre situações de risco e formas de proteção. Paralelamente, os alunos levaram para casa materiais que incentivaram a participação das famílias, resultando na criação de mensagens contra os maus-tratos infantis. Estas foram posteriormente expostas em estruturas simbólicas no recinto escolar.
Já no final de abril, o programa intensificou-se com a apresentação de uma peça de teatro sobre bullying, concebida por alunos do 4.º ano no âmbito de um projeto de expressão narrativa. A iniciativa destacou-se pelo envolvimento direto das crianças na construção da mensagem.
O ponto alto das comemorações ocorreu a 30 de abril, com uma marcha até ao Fórum Machico, onde os participantes formaram um Laço Azul humano, símbolo internacional da prevenção dos maus-tratos infantis.
A escola sublinha a importância destas ações na formação cívica dos alunos, reforçando que a proteção das crianças é uma responsabilidade coletiva e contínua. “Consideramos que estas ações de sensibilização e prevenção são de extrema importância, pois permitem que as crianças adquiram maior consciência sobre os seus direitos, aprendam a identificar situações de risco e saibam que devem pedir ajuda sempre que se sintam confusas, inseguras ou constrangidas”, vinca o estabelecimento de ensino.
Cabe a todos nós - docentes, pais, Encarregados de Educação e sociedade em geral - o dever de proteger as crianças. Perante qualquer suspeita de maus-tratos, é fundamental encaminhar a situação para as autoridades competentes. Não podemos ignorar nem fingir desconhecimento, pois tal atitude torna-nos cúmplices de atos profundamente graves e condenáveis, que infelizmente continuam a surgir com frequência através dos meios de comunicação social