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Élia Ascensão: “Vemos que um ponto percentual separa o elogio da tragédia”

Data de publicação
27 Fevereiro 2026
18:25

O saldo de gerência dominou a reunião de hoje da Assembleia Municipal de Santa Cruz, tendo PSD e CDS voltado a associar a existência de um saldo de gerência à inoperância e à falta de investimento e planeamento. Na resposta, Élia Ascensão apresentou um quadro comparativo entre os saldos de gerência do Funchal, câmara gerida pelo PSD, e o de Santa Cruz, e acusou a oposição de considerar o sucesso do Funchal uma tragédia em Santa Cruz.

Numa intervenção a que deu o título ‘O Drama do 1% - uma tragédia grega em dois atos”, a autarca lembrou, citada em comunicado de imprensa, que o saldo de gerência é aplaudido no Funchal como uma virtude, mas o mesmo saldo de gerência é apontado em Santa Cruz como um pecado mortal.

Concretizando, e tendo por referência o ano de 2026, Élia Ascensão disse que, na Câmara do Funchal, um orçamento total de 136,6 milhões, apresentou um saldo de gerência de 33 milhões, com um peso orçamental de 24,1%. Números interpretados pelo PSD como sendo sinal de rigor, de boa gestão, de equilíbrio financeiro.

Em Santa Cruz, no mesmo ano, há um orçamento de 51,9 milhões, um saldo de gerência de 13 milhões, com um peso orçamental de 25,1%. De forma incongruente, o PSD considera incompetência, falta de execução, dinheiro parado. “Vemos que um ponto percentual separa o elogio da tragédia, porque apesar da matemática ser objetiva, a narrativa é política”, vincou.

Élia Ascensão disse que é autarca porque acredita na nobreza da política, mas o que tem assistido é a golpes de teatro aos quais falta verdade. Salientou, a propósito, que as únicas contingências do orçamento que deveriam preocupar a oposição e unir todos num mesmo objetivo são, por exemplo, os terrenos da Cancela ou o IRS de 2009 e 2010 que o Governo Regional recebeu do Governo da República e nunca transferiu para os municípios, prejudicando os santacruzenses.

A autarca admitiu, contudo, compreender a dificuldade do PSD em assimilar saldos positivos quando foram os obreiros de uma dívida e de sucessivos saldos negativos, de falta de investimento, e de total ausência de planeamento e de rigor. Ou seja, em matéria de finanças públicas municipais “o PSD não tem água com que se lave, porque os santacruzenses continuam a pagar a dívida que deixaram”.

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