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Dia Mundial do Refugiado: GR lembra que “acolhimento é um imperativo moral e salva vidas”

Data de publicação
20 Junho 2024
15:52

No dia em que se celebra o Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), os números dão conta da existência de mais de 120 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo, como resultado de conflitos, guerras, alterações climáticas, perseguições, violência e violação dos direitos humanos.

Um número que tem vindo a crescer nos últimos 12 anos e que duplicou em apenas 10 anos. Dos 120 milhões de deslocados, 43,5 milhões são refugiados e estima-se que este número cresça até o final de 2024.

Só no primeiro trimestre deste ano, quase 40 mil migrantes chegaram por mar à Europa e pelo menos 51 mil crianças e adolescentes refugiados estão desaparecidos na Europa. Um flagelo que nos obriga a olhar para além dos números, alertou hoje o Diretor de Serviços da Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa, Sancho Gomes.

“Mais do que olhar para os números, devemos perceber que por detrás de cada refugiado há uma história comum de grande sofrimento. Neste sentido, acolher refugiados vai muito além de um simples gesto humanitário. Antes de mais, é um imperativo moral, baseado nos valores de empatia, compaixão e humanidade”, disse o responsável.

“Este acolhimento é igualmente, um investimento no futuro de uma sociedade mais justa, mais multicultural, mais inclusiva e mais próspera”, sublinhou, continuando: “Proporcionar segurança e oportunidades para os refugiados ou pessoas a necessitar de proteção, não só salva vidas, mas também enriquece e fortalece as comunidades de acolhimento. A diversidade trazida por estas pessoas impulsiona e inovação e a criatividade e contribui para o progresso civilizacional”.

Segundo Sancho Gomes as sociedades que acolhem refugiados tendem a desenvolver maior empatia e coesão social, fortalecendo a comunidade, através de valores como a solidariedade e a cooperação.

“É também um ato de humanidade”, alertou. “Não se trata apenas de filantropia, mas de uma questão de solidariedade e partilha de responsabilidade”, disse, lembrando as palavras do Papa Francisco quando afirmou que “A Terra é a nossa ‘casa comum’, o que significa que “temos o dever de acolher o Outro”.

Sancho Gomes vai mais longe e diz mesmo que acolher refugiados “é uma obrigação, para qualquer país que se diga civilizado. Porque procurar refúgio é um direito garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e ajudar a encontrá-lo é garantir a proteção desse direito internacional. Todos os seres humanos têm direito a segurança, dignidade e proteção”.

“É essa a política que o Governo Regional defende e promove”, atestou, exemplificando com os 900 cidadãos ucranianos que se encontram na Madeira sob o regime de ‘Proteção Temporária’.

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