MADEIRA Meteorologia

Derrocada na Seara Velha continua a gerar “medo e incerteza”

Data de publicação
11 Abril 2026
10:49

A população da localidade de Seara Velha, na freguesia do Curral das Freiras, continua a viver “num clima de medo, incerteza e falta de confiança” após a derrocada registada a 27 de março.

A situação foi apontada pelo Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP), na sequência de uma visita ao local, onde os deputados ouviram as preocupações dos moradores e avaliaram a situação no terreno.

Segundo o partido, apesar de já ter sido realizada uma reunião promovida pela Junta de Freguesia e pela Câmara Municipal, onde foi transmitido o acompanhamento técnico do LREC e a monitorização da escarpa, persistem dúvidas e receios entre a população.

“Mais do que olhar para a dimensão da derrocada, o que importa ao JPP é estar com as pessoas, ouvi-las e perceber aquilo que estão a viver no dia a dia. E o sentimento encontrado foi claro: há medo, há incerteza e há uma preocupação real com a segurança das casas, dos bens e da própria estabilidade da zona”, afirmou Miguel Ganança, deputado à Assembleia Legislativa da Madeira e vereador sem pelouro na Câmara Municipal de Câmara de Lobos.

O parlamentar acrescenta que os moradores relataram a existência de fendas e rachas em vários pontos da encosta, situação que, segundo diz, agrava a inquietação de quem vive na área.

“Uma coisa é ouvir falar à distância. Outra é estar no local, próximo das populações, falar com as pessoas, olhar para a encosta e perceber a angústia com que estas famílias vivem. O que sentimos ali foi medo, incerteza e uma legítima falta de confiança de quem continua sem respostas claras”, declarou.

O JPP sublinha ainda que a situação exige “prudência, competência técnica e responsabilidade política”, defendendo que não basta assegurar acompanhamento, sendo necessário clarificar riscos, medidas e prazos de intervenção.

“Estamos perante um problema complexo, na sequência de um deslizamento de grande dimensão, e quem tentar simplificar esta realidade não está a ser sério. A situação exige prudência, competência técnica e responsabilidade política.

Não basta dizer que se está a acompanhar. As pessoas precisam de saber qual é o risco real, o que vai ser feito, quem assume a responsabilidade e em que prazo. Numa situação destas, o dever das entidades públicas é informar com clareza, agir com rapidez e dar garantias à população”, referiu Miguel Ganança.

O partido defende ainda a monitorização permanente da zona, com reforço em períodos de maior pluviosidade ou variações meteorológicas, e a divulgação regular de informação às populações.

O JPP considera também essencial a articulação entre o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o LREC, de forma a garantir uma vigilância mais eficaz das condições meteorológicas e do impacto na encosta.

Para Miguel Ganança, a monitorização deve servir não apenas para observação, mas para fundamentar decisões e intervenções no terreno.

“A segurança das pessoas tem de estar em primeiro lugar. Quando estão em causa vidas, casas, património e a estabilidade de um território, não pode haver hesitações nem desvalorização do problema. A população da Seara Velha precisa de respostas claras, de ação consequente e de instituições à altura da gravidade da situação”, concluiu.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Têm razão os enfermeiros em pedir escusa de responsabilidades?

Enviar Resultados

Mais Lidas

Últimas