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Chega acusa governo “de mentir aos pescadores sobre a renovação da frota”

Data de publicação
23 Janeiro 2026
9:37

O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, acusou “o governo regional da Madeira de ter enganado propositadamente os pescadores no processo da anunciada renovação da frota do peixe-espada preto, considerando que o executivo mudou de posição após as eleições e utilizou promessas como instrumento para assegurar votos no setor”, lê-se na nota enviada.

Segundo o parlamentar, “numa primeira reunião realizada antes das eleições, com a então responsável pela tutela das pescas, o governo regional assumiu compromissos claros e apresentou apoios que criaram expectativas reais junto dos armadores, levando vários a avançar com estudos, projetos e contactos para investimento. No entanto, depois das eleições, já com outro secretário regional, o discurso alterou-se substancialmente”.

Francisco Gomes sublinha que, “numa segunda reunião, o governo regional apresentou uma versão diferente, com recuos evidentes, mudanças de critérios e soluções contraditórias, demonstrando que o que tinha sido prometido antes do ato eleitoral deixou de valer depois de garantidos os votos”.

Para o deputado, “esta sucessão de reuniões com discursos distintos revela um jogo político deliberado, em que se alimentam expectativas num momento sensível e se recua quando a pressão eleitoral desaparece. A seu ver, resultado foi um clima de frustração, desânimo e abandono, com armadores a perceberem que a renovação da frota nunca foi verdadeiramente uma prioridade”.

“O governo regional disse uma coisa antes das eleições e outra completamente diferente depois. Isto foi um jogo para enganar pescadores e sacar votos e é por isso que hoje ninguém acredita em mais promessas porque os pescadores não são tontos!”.

O parlamentar considera ainda que “o executivo regional se limitou a criar a aparência de trabalho, multiplicando reuniões e anúncios, mas sem intenção real de concretizar qualquer apoio estrutural”.

“Prometeram com uma secretária, recuaram com outro secretário e deixaram os armadores de mãos a abanar. Isto não é política séria! É oportunismo eleitoral!”.

Francisco Gomes conclui afirmando que “o CHEGA não aceitará este tipo de engano, garantindo que continuará a exigir responsabilização política, transparência e respeito por um setor que considera estratégico para a Madeira e que, a seu ver, tem sido instrumentalizado e abandonado pelo governo regional”.

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