A CDU esteve hoje no Santo da Serra e assinalou o mercado no roteiro das “obras de Santa Engrácia”. Neste caso, uma obra promovida pela Câmara Municipal de Santa Cruz, governada pelo JPP.
“Não é apenas o Governo Regional o promotor de obras de Santa Engrácia na Região; a Câmara Municipal de Santa Cruz e o seu executivo liderado pelo JPP também estão a falhar nos compromissos assumidos com as populações, nomeadamente nos prazos de execução das obras”, declarou no local o dirigente da CDU, Ricardo Lume, citado num comunicado do partido.
Ricardo Lume lembra que “no Santo da Serra, vendedores e clientes juntaram-se e realizaram um abaixo-assinado a reivindicar que a Câmara Municipal de Santa Cruz iniciasse as obras de beneficiação do Mercado Agrícola do Santo da Serra, por ser a entidade proprietária do edifício”.
Segundo o dirigente comunista, “a pressão popular e a necessidade urgente de intervenção no recinto levou o executivo camarário liderado pelo JPP a apresentar em maio de 2025, um projeto de beneficiação do Mercado Agrícola do Santo da Serra, com um custo de 630 mil euros, prevendo uma execução da obra entre 3 a 4 meses”.
“A Câmara Municipal de Santa Cruz comprometeu-se ainda a garantir um espaço alternativo para os comerciantes. Contudo, passados quase 10 meses desde o início das obras, o mercado continua encerrado e a autarquia falhou na promessa de assegurar um espaço alternativo, tendo apenas garantido essa solução até dezembro de 2026”, sublinha.
Segundo Ricardo Lume, “esta situação está a penalizar não só os vendedores do mercado, mas também toda a freguesia do Santo da Serra, uma vez que o mercado constitui um dos principais polos atrativos da freguesia, especialmente aos domingos. Não podemos permitir que o JPP, que tanto critica o Governo Regional no que diz respeito às obras, utilize o mesmo modus operandi do PSD/CDS.”
A CDU, pela voz de Ricardo Lume, reafirma que “continuará a denunciar estas situações, sublinhando que a Região não pode continuar refém de uma governação assente na propaganda, no adiamento e na falta de concretização”.