O partido Juntos Pelo Povo (JPP) criticou hoje as restrições impostas por uma empresa privada na marina da Calheta, considerando-as um “atentado aos direitos dos pescadores”, por impedirem o uso do cais para acesso às embarcações.
Os deputados denunciam que a instalação de cancelas e portões dificulta o trabalho dos pescadores, obrigando-os a percorrer maiores distâncias e a pagar estacionamento, agravando ainda mais uma atividade já fragilizada pela falta de apoios e pelo aumento dos custos.
“Os que ainda resistem e mantêm a atividade, sofreram agora mais um revés”, alertou o deputado Basílio Santos.
Segundo refere em comunicado, a empresa concecionária da marina da Calheta colocou uma cancela de ferro e um portão no cais da Calheta, o que considera ser “um precedente grave que veda o acesso dos pescadores ao mar”.
O JPP exige esclarecimentos sobre a concessão do espaço e vai pedir uma audição parlamentar para ouvir os responsáveis envolvidos. O partido alerta que, se a situação não for resolvida, poderá contribuir para o fim da atividade piscatória na Calheta.
Além disso, foi também denunciada a situação crítica da lota do Paul do Mar, com equipamentos avariados há meses, o que prejudica ainda mais os pescadores locais.