O Bloco de Esquerda Madeira informa que está a promover uma petição pública com o objetivo de suspender a venda do edifício do Hospital Dr. Nélio Mendonça e garantir que o futuro daquele espaço seja discutido na Assembleia Legislativa da Madeira.
A decisão anunciada pelo Governo Regional de alienar o edifício representa, no entendimento do BE, “a perda de uma infraestrutura pública de elevado valor estratégico, que pode continuar a servir a população da Região através de novas valências na área da saúde e do apoio social”.
A petição defende que o imóvel “não deve ser tratado como um ativo imobiliário, mas sim como um recurso essencial para dar resposta a problemas reais e crescentes” da Madeira, nomeadamente: “A falta de respostas para pessoas idosas após alta hospitalar, as chamadas altas problemáticas; a insuficiência de vagas em cuidados continuados e estruturas residenciais para idosos dependentes; a necessidade de reforço de cuidados paliativos; as graves carências na área da saúde mental, que exigem mais camas e estruturas de internamento e acompanhamento especializado”.
Segundo o BE, o edifício do Hospital Dr. Nélio Mendonça reúne condições para acolher várias destas valências em simultâneo, funcionando como uma resposta integrada entre saúde e ação social, aliviando a pressão sobre os hospitais e garantindo maior dignidade a pessoas em situação de vulnerabilidade.
A petição solicita que a Assembleia Legislativa da Região promova a discussão do tema, recomende a suspensão do processo de venda e defenda a realização de estudos técnicos e sociais independentes sobre a viabilidade da reconversão do edifício para fins públicos.
O partido recorda que, de acordo com a legislação em vigor, “são necessárias apenas 1000 assinaturas para que uma petição seja obrigatoriamente apreciada em plenário na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira”. O objetivo desta iniciativa é, assim, “dar voz à população e garantir um debate democrático e transparente sobre o futuro de um património que é de todos”.
Por fim, o Bloco apela à participação cívica e à assinatura da petição, sublinhando que “esta é uma decisão com impacto direto na qualidade das respostas de saúde e sociais na Região”.