A Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo da Madeira (APPDA), tem vindo a apostar na inserção profissional de jovens com perturbações do espectro do autismo, tendo já conseguido integrar cerca de uma dezena de utentes no mercado de trabalho.
A convidada de hoje do ‘Plaza Com’, Marília Silva, presidente da instituição, asseverou que esta tem sido uma das prioridades da APPDA.
“Uma das coisas que também nós temos lutado em termos da associação é a inserção no mundo do trabalho. Nós começamos por ir falar com as empresas, pedir que os jovens conseguissem estar inseridos no mundo do trabalho”, elaborou.
Segundo a responsável, o esforço tem dado resultados, ainda que limitados pela idade de muitos utentes. “Devemos ter uns 10, 12, mais ou menos”, notou.
“Conseguimos pôr um caso de um jovem com autismo mais severo a trabalhar (...) e o que nós queríamos era provar que mesmo nos casos severos era possível”, sublinhou.
Nesse caso concreto, o jovem esteve integrado em contexto laboral durante vários meses, demonstrando capacidade para desempenhar funções. “Era um jovem que, não verbal (...) mas conseguiu fazer o trabalho”, destacou.
Para Marília Silva, estes exemplos são fundamentais para combater preconceitos e demonstrar que a integração profissional de pessoas com autismo é possível, desde que existam oportunidades e acompanhamento adequado.