Quem se esquecia de ‘despejar’ a carteira e acumulava ‘as entradas’ entre os pertences, certamente se lembra da pequena maçada que era encontrar o título de transporte recém-comprado. Muitas vezes amarrotado ou rasgado por desleixo logo a ser comprado. Com sorte, distinguia-o, no meio da confusão, pela tonalidade.
O processo de uniformização é relativamente recente e antes havia uma cor, uma letra e um preço para diferentes escalões/adultos e crianças. As zonas eram devidamente identificadas e as viagens pagas a bordo não eram recarregáveis. Não só na Horários do Funchal (HF), cujos títulos antigos pode aqui contemplar, como também nas restantes companhias rodoviárias da Região, os papelinhos coloridos, adquiridos a bordo, acompanharam muitos madeirenses nas suas viagens de transporte público.
Para ler nos ‘Perdidos e Achados’ da edição impressa de hoje.