MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

21/10/2023 08:00

Amarelo: Os louquinhos autocolantes

E por falar em fanáticos, aparentemente, colar-se à entrada de escolas em Portugal e a aviões da TAP faz parte do novo normal dos chamados activistas do ambiente. A moda é colar-se, barricar-se, danificar património público, atentar contra obras da cultura mundial, tudo em nome do Alá do clima. E sem entrar em discussões estéreis sobre a importância de se fazerem acções correctivas, que mitiguem as alterações climáticas, espero que percebam que o caminho não é esse. Podem e devem contribuir para a sociedade, para melhor ambiente e planeta, coisinhas green, eco e isentas de emissão de gases, sem atropelar direitos e liberdades de todos os outros. Em caso de persistência na fórmula de protesto, é uma questão de esperar que o efeito da cola passe. O tempo dizem ser bom conselheiro.

Vermelho: 500 paus para ti

Se é verdade que o orçamento para a saúde do Estado Português, é o maior de todos os tempos, também será igualmente verdade que o país atravessa a pior crise na saúde, de que há memória. A versão política do "Querido Mudei a Casa", com a entrada de Manuel Pizarro e da estrutura executiva do Serviço Nacional de Saúde, até à data de hoje não passou de mera operação cosmética, incapaz de estancar a hemorragia do sistema. Num país onde se apela à população para não recorrer ao serviço de urgência, onde se fecham serviços de urgência por falta de médicos, onde morrem mulheres grávidas por falta de resposta à emergência, mantem-se a falha grosseira na política de reestruturação e de resposta à população. Numa semana marcada por nova greve de médicos, pela apresentação dos novos estatutos da direcção executiva do Serviço Nacional de Saúde e do programa de dedicação plena para a classe médica, o panorama continua negro e o entendimento entre ambas as partes, periclitante. O governo acena aos profissionais com a tal dedicação plena, que vale mais 500 paus por mês e mais 25% do salário base, o que poderá traduzir-se num aumento salarial médio na ordem dos 40-50%. As contrapartidas é que não conseguem convencer. Isto só é aplicável a médicos que fazem urgência, os outros ficam de fora deste paraíso, e para além das 35 horas semanais, exige-se mais um turno de trabalho por mês e a garantia de trabalho suplementar ou extraordinário, na ordem das 250 horas até 2025 (mais 100 horas que as actuais), com diminuição para as 200 horas após 2026. Os médicos por seu turno, continuam a pedir equidade no acesso às medidas, a exigir o direito ao descanso e à família. Certo será, e com o conforto de quem analisa isto de fora, impossível acomodar todas as exigências apresentadas. Alguém terá de ceder, sob pena da corda rebentar do lado mais fraco, o dos utentes do Serviço Nacional de Saúde.

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