MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

13/02/2021 08:00

Primeira paragem. Suba até ao Parque Ecológico do Funchal e divirta-se à procura dos milhões gastos na sua reflorestação. Vamos relembrar o primeiro anúncio. 1,4 milhões de euros para uma área de 407 hectares e plantio de 288 mil árvores até ao final de 2020. Não encontra 288 mil árvores novas? Notícia de última hora. Afinal foram apenas 195 mil árvores em 2020. Novo anúncio. Até ao final de abril de 2021 serão 288 mil árvores. Certamente que sim. Esperemos pacientemente pelo terceiro anúncio e o chutar para o final do verão de 2021.

Comece agora a descer em direcção ao centro da cidade. Pode aproveitar e fazer a descida nos carros de cesto do Monte. Tente não pensar no mau estado de conservação do Caminho do Monte, e na recusa desta câmara em dar as condições mínimas de segurança e de trabalho aos nossos carreiros. Feche os olhos e imagine o belo coreto no Largo da Fonte, todo recuperado pela câmara, segundo anúncio de dezembro de 2020. Esqueça. Afinal parece que não está recuperado. Junte as mãos e reze, estamos quase na segunda paragem do roteiro.

Segunda paragem. Agora chegados à freguesia de Santa Maria Maior, dirija-se até à Escola Ribeiro Domingos Dias. Aqui pode imaginar a fantástica cobertura do polidesportivo que ganhou o orçamento participativo municipal, em 2017. Aquela mistura do betão, com o vidro e o aço, torna obrigatória a paragem. Aquelas linhas a lembrar o traçado do Calatrava, é mais um exemplo de uma aposta ganha por parte dos socialistas. Espere. A cobertura parece que ainda não existe. Afinal, passados três anos, nem uma "mini pala" para jogar "mini basket. Juro que li algures que este era um Município Amigo do Desporto. Já percebi, amigos amigos, orçamentos participativos à parte.

Vamos então continuar a descida até à freguesia de São Pedro. Pelo caminho procure as tais passadeiras inteligentes, espalhadas por toda a cidade e que renderam um prémio europeu. Por cada três passadeiras inteligentes encontradas, lance um foguete de sinalização para posterior referência. Não se preocupe, não vai custar 25.000, como os foguetes que não viu no 25 de abril passado. Tão pouco existirá a hipótese de que algum possa ser estourado, é putativo, como o incremento do comércio e o fomento cultural desta freguesia, ou de qualquer uma das outras, agora que se fala disso.

Terceira paragem. A parangona da reabilitação urbana também vale a pena ser incluída neste percurso. Vá até à confeitaria Felisberta. Pelo caminho imagine a Felisberta finalmente despida daquela lona rota, queimada e já sem cor. Imagine a Felisberta revestida com a devida dignidade urbanística que merece. Imagine que finalmente temos a Felisberta de volta. Calma. A Felisberta parece um pouco desbotada. A Felisberta foi despida da lona e deixada novamente a definhar. Afinal parece que os tais investimentos anunciados, propagandeados e repetidos até à exaustão, são todos de iniciativa privada. A Felisberta, património municipal continua por reabilitar.

Exausto estará certamente, o executante deste roteiro. Tantas árvores, tantas passadeiras, tantos prédios reabilitados. Conhecer de perto aquilo que não se vê senão nas mil notícias e fotos que antecedem qualquer iniciativa, estas promessas vãs dos socialistas, terá valido certamente todo o esforço, para assim poder constatar que por mais parangonas e títulos de jornais, a realidade é só uma e não deixa lugar a dúvidas.

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