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Artigo de Opinião

Conselheiro das Comunidades - África do Sul

16/12/2022 08:00

É premente que se lembrem que estamos integrados numa sociedade em que a tão almejada e apregoada transformação não enveredou pelo melhor caminho, progride agora erroneamente contra a vontade dos governantes deste país de acolhimento de milhares de gente lusa.

É bom notar que estamos inseridos no seio de uma população de aproximadamente 61 milhões de pessoas, das quais 39 milhões fazem face a uma insegurança alimentar e 25 por cento das quais vivem em pobreza perpétua entre estes muitos compatriotas nossos. A violência criminal sobe em flecha, aumenta constante e diariamente. A segurança nas ruas é praticamente não existente e onde transitamos é notória a falta ou a não existência policiamento, os semáforos inoperacionais, assaltos a pessoas, invasões a propriedades, assaltos a negócios, car-jackings, são motivos mais que suficientes que requerem uma concentração dos nossos líderes para minimizar o efeito dessas ações perigosas e muitas vezes mortíferas ao invés de se ocuparem na maledicência.

O ópio da corrupção ameaçou já de forma gravosa todas as estruturas do país e muitos dos líderes nacionais optaram por içar a bandeira da miséria e da fome no mastro dessa corrupção roubando o futuro de milhões de pessoas aqui residentes como são os da nossa Comunidade. Exorto a todos na Comunidade e a todas as entidades oficiais, representante do Presidente da República e executores da política do governo que sigam com a mais profunda atenção o desenrolar de situações menos boas no seio da nossa Comunidade, especialmente, no que respeita a divisionismos encapuzados de interesses e ambições pessoais desmedidas e pelo que já se observa irão agravar-se à medida que se aproxima a comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades a serem presididas pelo mais alto magistrado da nação portuguesa, tornou-se já um ponto de provocações e contenda que terá de ser descontinuado.

De momento, os distúrbios de uma "guerrilha" que tenta minar uma ONG portuguesa de solidariedade de grande mérito e valor que se projetou além-fronteiras e estabeleceu mais de meia centena de filiais pelo mundo fora, não te razão de existir. Uma atenção especial e demonstração de solidariedade e carinho deveria insuflar ao Lar Rainha Santa Isabel onde dia após dia é notório algum desassossego devido à precariedade do seu funcionamento. Nenhuma das pessoas que vivem os dias de crepúsculo das suas vidas deveriam ser tratadas da maneira precária e quase desumana que testemunhei na minha recente visita aquele lar onde 85% dos utentes são oriundos da Ilha da Madeira.

É preciso notar que essas "guerrilhas" que ante mencionei interferem no funcionamento do lar o que não augura bem. Uma outra ação de sensibilização é desejável para aqueles que têm familiares a residirem no lar há vários anos e que ali deixaram ou descartaram os seus familiares abandonando-os à sua sorte sem jamais se preocuparem com esses anciãos que no passado tudo sacrificaram por esses familiares que agora retribuem com ingratidão difícil de aceitar e resistir especialmente nesta quadra festiva que atravessamos.

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