‘As Presidenciais e os Desafios Futuros do País’ foi ontem o tema de reflexão e debate da Academia Política da JSM Madeira, realizado no Mercado dos Lavradores, reunindo jovens militantes e simpatizantes num ambiente aberto e participativo.
De acordo com um comunicado alusivo à sessão, o momento foi dedicado à análise da situação política atual, bem como à reflexão acerca da importância que a principal figura do Estado assume perante a Autonomia.
João Paulo Marques, líder de bancada da coligação Funchal Sempre Melhor na Assembleia Municipal do Funchal, foi o orador convidado para dinamizar a sessão.
Esta iniciativa da Academia Política subdividiu-se em três áreas previamente escolhidas pelos participantes.
Num primeiro momento, João Paulo Marques e os grupos de trabalho abordaram o impacto que a segunda volta das Eleições Presidenciais pode gerar no panorama político nacional.
Seguiram-se os temas ‘Relações República vs Regiões Autónomas’ e ‘Aprofundamento da Autonomia Política’.
A propósito deste último, João Paulo Marques, citado no comunicado, defendeu que “para alcançar a Autonomia plena que a Madeira ambiciona será imprescindível a realização de uma revisão constitucional, seguida das revisões do Estatuto Político-Administrativo e da Lei das Finanças Regionais”.
A extinção do cargo de Representante da República, o posicionamento da Madeira enquanto Região Ultraperiférica e o método de eleição de deputados das Regiões Autónomas ao Parlamento Europeu, entre outros, foram também assuntos que não fugiram à Academia Política da JSD/Madeira.
Esta iniciativa “voltou a cumprir o objetivo de proporcionar momentos de formação política, de desenvolvimento do pensamento crítico e de trabalho em equipa”, assinala Ricardo Freitas, vice-presidente da estrutura e coordenador da Academia Política da JSD/Madeira.
“As atividades têm sido planeadas tendo em consideração a atualidade política e, sempre que possível, o caráter prático das mesmas. Acreditamos que esse binómio é favorável à assimilação de conceitos e à compreensão do funcionamento dos órgãos e instituições da Região e do País”, disse.
Ricardo Freitas conclui reforçando “a pertinência de refletir acerca das implicações que o ato eleitoral do próximo domingo poderá vir a ter na estabilidade democrática futura da Madeira e de Portugal”.