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Artigo de Opinião

4/06/2022 08:01

Desde os tempos dos 17 de Ovar, cujos sobrenomes variavam entre Silva, Carapuço, Ferreira, Oliveira, Dias, Marques, Rodrigues ou Moreira, que não se falava tão abertamente sobre a maneira, por vezes pouco clara, com que algumas estruturas partidárias pautam a sua atuação. Falo, obviamente dos militantes que votaram em Montenegro, mas não sabiam. Os agora apelidados de militantes fantasma, que por estarem isolados com covid ou fora do concelho, não foram votar, mas cujos votos foram descarregados nos cadernos eleitorais e introduzidos nas urnas. Embora refutada pela candidatura em questão, a fórmula não é nova, e muito menos será inédita. No entanto, cheira a bafio e a uma expressão que deriva de chapéu. Também não será à toa, que cada candidatura tem direito a estar representada por um delegado, em cada mesa de voto, mas em candidaturas mais pequenas, essa gestão e essa presença, torna-se praticamente impossível.

Escusado será dizer que não seriam precisos, nem tão pouco fariam diferença, os tais 4 votos de Castelo de Paiva, os 2 de Vimioso ou os 11 por terras de Sua Majestade. Também não acredito que a cúpula da candidatura, conhecesse o procedimento aparentemente adotado. O que importa dizer, e reforçar, é que este género de atuação não pode ter lugar nos dias de hoje, num partido, como o Partido Social Democrata, que se quer reafirmar como um partido de pessoas sérias, num partido de pessoas em quem se pode confiar, num partido de pessoas em que vale a pena apostar. Atitudes como estas, mesmo que de expressão local, residual e inconsequente, empobrecem o partido, envergonham a militância e mancham vitórias.

262. Crianças. Mortas.

Na semana em que se celebrou o dia mundial da criança, houve outra efeméride, digna de registo, os 100 dias de guerra na Ucrânia. Os 3 milhões de crianças dentro da Ucrânia, adicionados aos mais de 2.2 milhões de crianças ucranianas, refugiadas noutros países, e que necessitam de ajuda humanitária, torna avassalador, o relatório da UNICEF divulgado no dia 1 de junho. Uma média de 2 crianças são mortas e mais de 4 crianças são feridas diariamente, na Ucrânia. Nestes 100 dias de guerra, são já 262 crianças que perderam a vida e 415 crianças feridas em ataques com armas explosivas, em zonas povoadas. Os números, para além de expressivos são de uma crueldade atroz.

As crianças em países em conflito estão em risco acrescido de serem separadas das suas famílias, de serem vítimas de violência, abuso, exploração sexual e tráfico de seres humanos. Desde fevereiro deste ano, a vida de milhões de crianças foi violentamente desfigurada, estraçalhada e marcada para sempre. As mesmas irão continuar em risco e em sofrimento, principalmente as mais vulneráveis, as que estão sozinhas ou separadas das suas famílias. A resposta eficaz tarda em aparecer. Saltamos de sanção em sanção, a ameaças fortuitas, numa política e ações de cada um por si e Deus por todos.

E, sem entrar na política americana de legislação de armas, não posso terminar, sem referir-me ao massacre na escola primária de Uvalde, cidade de do Texas. No dia 24 de maio de 2022, 19 crianças perderam a vida, às mãos de um atirador de 18 anos. Columbine, Colorado, 1999. Sandy Hook, Connecticut, 2012. Parkland, Flórida, 2018. A história, infelizmente teima em repetir-se.

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