Segundo o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), "o mês de junho de 2023 foi o mais quente de sempre a nível global. A temperatura média global em junho foi 0.53 °C superior ao valor médio 1991-2020, superando o junho de 2019 o anterior mais quente. Na Madeira, o mês de junho registou a temperatura mais alta alguma vez sentida no Funchal.
Em Portugal continental o mês de junho de 2023 classificou-se como muito quente em relação à temperatura do ar e muito chuvoso em relação à precipitação. Foi o 5º maio mais quente desde 1931 (mais alto em 2004, 23.25 °C); valor médio da temperatura média do ar, 21.92 °C, +2.49 °C em relação ao valor normal 1971-2000.
Segundo o relatório do IPMA, o valor médio da temperatura máxima do ar, 28.03 °C, foi superior ao valor normal, + 2.68 °C corresponde ao 9º valor mais alto desde 1931; o valor médio da temperatura mínima do ar 15.80 °C foi + 2.31 °C superior à normal, sendo o 3º mais alto desde 1931.
Durante o mês verificaram-se, valores diários da temperatura do ar, acima do valor médio mensal. Destaca-se o período muito quente de 23 a 30 com 4 dias consecutivos (23 a 26) com desvios da temperatura máxima superiores a 7 °C e da temperatura mínima superiores a 5 °C. Ocorreu uma onda de calor com duração de 6 a 7 dias que abrangeu as regiões do interior Norte e Centro e a região Sul.
Em relação à precipitação, registou-se um total de 47.9 mm que corresponde a 149 % do valor normal, sendo o 3º valor mais alto desde 2000. Durante o mês destaca-se a primeira quinzena que esteve sob condições meteorológicas caraterizadas por instabilidade atmosférica, com destaque para as regiões do Norte e Centro e em particular as zonas interiores.
De acordo com o índice de seca PDSI, no final de junho registou-se uma diminuição da área em seca meteorológica e da sua intensidade. As áreas em seca severa e extrema diminuíram nas regiões do vale do Tejo e do Alentejo, no entanto, na região do Algarve aumentou a área em seca extrema. A 30 de junho 85 % do território estava em seca meteorológica, dos quais 26 % estava nas classes de seca severa e extrema.
Redaçao