Greve do STI com adesão expressiva de 70%

Edna Baptista

No último dia de greve do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), a adesão mantém-se nos 70%, numa expressiva adesão dos trabalhadores dos impostos e alfândegas à paralisação de cinco dias, que termina hoje às 24 horas.

Ressalvando esperar que o silêncio do Governo signifique estar a tratar da regulamentação do diploma das carreiras ou de medidas para melhorar o funcionamento e perda de autoridade da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), a Direção Nacional do STI, presidida por Ana Gamboa, está expectante que nos próximos dias surgirá um sinal de boa vontade da tutela.

Em caso negativo, avisa que se prepara para novas formas de luta, que poderão ser deliberadas no Conselho Geral agendado para dia 15 de dezembro.

Recorde-se que subordinada ao tema geral "Basta de destruir a AT", a paralisação convocada pelo, STI envolveu trabalhadores das repartições de finanças, da inspeção tributária, das alfândegas, portos e das lojas do cidadão e encerrou diversos serviços de finanças, com a grande maioria dos trabalhadores aduaneiros a assegurar serviços mínimos, provocando constrangimentos no desalfandegamento nos aeroporto e portos, nomeadamente, nos portos de Sines e Leixões.
Hoje, pela manhã, a delegação distrital de Faro do STI concentrou-se no aeroporto de Faro e a direção nacional marcou presença no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, como forma de assinalar o último dia de protesto.
Os trabalhadores da AT pugnam por melhores condições de trabalho, lembrando a primazia da sua atividade para o cumprimento da Democracia e o funcionamento do Estado Social.

Mais especificamente, nesta greve é reivindicada a elaboração, por parte do Governo, dos regulamentos de legislação já aprovada há dois anos e suspensa da sua aplicação por falta dos referidos diplomas.

Trata-se de legislação referente à progressão, transferências e transição de carreiras-

Como sublinha o STI, o atual Governo conserva todos os poderes para fazer sair os regulamentos em falta pelo que só não solucionará o problema e não melhorará os serviços da AT se não quiser.
O STI quis também chamar a atenção para a crescente degradação no funcionamento e perda de autoridade da AT, o sistema de avaliação de desempenho e as funções robóticas que travam o combate à fraude e à evasão fiscal.

A estrutura sindical destaca ainda a crescente falta de meios materiais e humanos, que leva a uma sobrecarga de trabalho dos trabalhadores da AT, prejudicando a qualidade do serviço prestado aos cidadãos.