Os vereadores do JPP na Câmara Municipal do Funchal, Fátima Aveiro e António Trindade após a reunião de Câmara, lançaram duras críticas à coligação PSD/CDS, considerando “cada vez mais evidente o estado de inércia em que mergulharam o Funchal passados seis meses das eleições autárquicas”. Para o partido, “não há um vislumbre de nada, não há soluções para resolver a habitação, reduzir o custo de vida, o trânsito, apenas gestão corrente”.
Os autarcas sustentam a sua posição com dados oficiais da Direção Regional de Estatística, “cerca de 53 mil madeirenses vivem em risco de pobreza ou exclusão social, o Funchal figura entre as cinco cidades do país com rendas mais elevadas e, em março, o preço médio de um quarto atingiu os 500 euros, com a renda média a ultrapassar os 1.700 euros mensais”. Valores que, sublinham, ser “claramente incompatíveis com os rendimentos da esmagadora maioria das famílias”.
O cenário habitacional agrava-se entre 2024 e 2025, o número de habitações sobrelotadas na Madeira aumentou 4,1%, com cerca de 23,5% das casas a albergar mais pessoas do que o adequado o dobro da média continental. “Um em cada quatro madeirenses vive em casas com excesso de pessoas”, alertam.
Para o JPP, “as responsabilidades são claras, a coligação PSD/CDS governa a Câmara Municipal do Funchal há cinco anos, não construiu habitação pública nem lançou um verdadeiro programa de habitação social. O que cresce na cidade são empreendimentos de luxo e unidades hoteleiras, enquanto a construção de habitação acessível continua adiada”.
Fátima Aveiro e António Trindade acusam ainda o PSD/CDS de “profunda incoerência ao criticarem outros municípios pela inação na habitação. Não construíram nada. Os dados oficiais do próprio Governo Regional expõem o falhanço das prioridades seguidas até agora”.
Os vereadores garantem que “continuarão a escrutinar todas as medidas nesta área, exigindo que as pessoas e o direito à habitação sejam colocados no centro da ação política”. “O Funchal precisa de rumo, ideias e visão, e não de propaganda disfarçada de progresso”.