O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte do jornalista Orlando Raimundo, aos 77 anos, e realçou a sua dedicação à História política portuguesa contemporânea.
Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado “lamenta o falecimento do jornalista e professor Orlando Raimundo, que, nomeadamente, se dedicou à História política portuguesa contemporânea”.
Marcelo Rebelo de Sousa “apresenta à sua família e companheiros de percurso os seus amigos sentimentos”.
O jornal regional O Mirante noticiou hoje que Orlando Raimundo morreu na terça-feira, vítima de doença prolongada.
A Dom Quixote, editora pela qual o jornalista publicou obras como “O Último Salazarista”, comunicou também hoje a sua morte, aos 77 anos.
“A Dom Quixote lamenta o desaparecimento do historiador e jornalista Orlando Raimundo, que se destacou como investigador do Estado Novo”, lê-se numa nota partilhada pela editora nas redes sociais.
Orlando Raimundo foi autor de várias obras sobre o período do Estado Novo, como “O Último Salazista”, “A Outra Face de Américo Thomaz”, “António Ferro, o Inventor do Salazarismo” ou “A Última Dama do Estado Novo e Outras Histórias do Marcelismo”.
Como jornalista, cobriu o 25 de Abril de 1974 para o jornal O Século. Mais tarde, trabalhou no Diário Popular e no Expresso, onde esteve 20 anos.
Ajudou também a lançar o primeiro jornal da Guiné-Bissau pós-independência e a fundar o Cenjor – Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas, segundo informação partilhada pela Dom Quixote.
Orlando Raimundo licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais e estudou jornalismo em Paris e Tóquio.