A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 e as 08:00 de hoje apenas 20 ocorrências sem relevância relacionadas com o mau tempo, mantendo-se a região de Coimbra em situação estável.
“Tivemos uma noite muito calma, sem registo de ocorrências significativas. Apenas 20 ocorrências em todo o território do continente, sobretudo relacionadas com inundações e pequenos deslizamentos, sem gravidade e resolvidas”, disse à agência Lusa José Costa, da ANEPC.
José Costa disse ainda que a situação em Coimbra mantinha-se hoje estável, sem evolução negativa durante a noite, após o rompimento na quarta-feira do dique para a margem direita do rio Mondego e ao colapso de um troço da autoestrada do norte.
“Não melhorou, nem piorou. Está estável. A situação está a ser monitorizada e avaliada pelas entidades”, indicou.
O rompimento do dique agravou o risco de cheias na região de Coimbra.
A Autoestrada 1 (A1) foi cortada ao final da tarde de quarta-feira entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique nos Casais, que terá contribuído ao desabamento de um troço da via.
Fonte da concessionária Brisa indicou que o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona.
As bacias hidrográficas estão sob elevada pressão devido às consecutivas tempestades que afetaram Portugal, destacando-se o Vouga, Mondego, Tejo e Sado.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.