A situação em Coimbra, com risco de cheia centenária, esteve estável durante a noite, embora a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tenha registado várias ocorrências relacionadas com a chuva e o vento forte na Região.
“As situações registadas em Coimbra não foram graves. Mantêm-se os alertas e a vigilância por causa dos caudais”, disse, adiantando que as situações foram principalmente inundações, quedas de árvores e estruturas.
Por causa das condições meteorológicas adversas, 13 pessoas tiveram de ser deslocadas durante a noite nos concelhos de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, e Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.
Devido a um deslizamento de terras no lugar da Costa, na freguesia de Refoios do Lima, concelho de Ponte de Lima, três pessoas, que não sofreram quaisquer ferimentos, foram retiradas de casa.
“Estas pessoas foram para uma outra habitação que têm na freguesia”, disse.
Já na localidade de Pé do Monte, no concelho de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, foram retiradas quatro pessoas devido a um deslizamento de terras, que não causou feridos.
Ainda no concelho de Sobral de Monte Agraço, outras seis pessoas tiveram também de ser retiradas em Casal da Barqueira devido a risco de inundação, tendo estas sido levadas para uma estrutura de turismo rural.
De acordo com José Costa, entre as 00:00 e as 07:00 foram registadas 92 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria na região Centro com 39 e Lisboa e Vale do Tejo 37.
“Entre as ocorrências mais relevantes, que não causaram vítimas, temos 33 quedas de árvores, 23 inundações, 14 quedas de estruturas e 13 movimentos de massa”, indicou.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu na quinta-feira para um agravamento das condições meteorológicas, que pode ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.