O Chega exigiu que o processo de privatização da TAP Air Portugal inclua garantias claras e vinculativas para proteger as ligações aéreas entre o continente e as regiões autónomas, bem como as rotas destinadas às comunidades da diáspora portuguesa, além da preservação da identidade cultural e linguística da companhia.
A posição foi defendida pelo deputado Francisco Gomes, coordenador do partido na Comissão de Infraestruturas e Mobilidade, durante uma audição à Comissão Especial de Acompanhamento do Processo de Privatização da TAP (CEPTAP). O parlamentar considerou que a transportadora “não é apenas uma companhia aérea. É um símbolo de soberania, identidade e presença de Portugal no mundo. Privatizar sem salvaguardas claras é vender o país aos bocados, o que não aceitamos”.
O deputado defendeu ainda que não pode estar em causa a continuidade das ligações à Madeira e aos Açores, frisando que as regiões autónomas são parte integrante do território nacional. Reivindicou igualmente a manutenção do português como língua oficial da empresa e a preservação dos símbolos nacionais e da identidade cultural da companhia.
“Uma companhia de bandeira que abdica da sua língua, que apaga a sua identidade cultural e que se distancia dos símbolos nacionais abdica, na prática, da sua soberania e da sua missão enquanto instrumento estratégico do Estado português”, concluiu.