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INEM nega ter vacinado pessoas não prioritárias

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Data de publicação
28 Janeiro 2021
9:01

A Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil (APROSOC) denunciou, em comunicado, que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), vacinou profissionais não prioritários. No entanto, o INEM já veio esta quinta-feira a público desmentir as acusações.

Segundo a nota da APROSOC, o presidente do INEM, Luís Meira, "contrariou as indicações do Ministério da Saúde e vacinou dezenas de profissionais não-essenciais e que não são profissionais de saúde".

"Pedro Coelho dos Santos, jornalista e assessor pessoal de Luís Meira, e seu amigo pessoal; Ana Gomes, assessora jurídica do presidente do INEM, bem como todos os diretores por Luís Meira nomeados, foram vacinados, tendo parte deles hoje recebido a segunda dose da vacina", pode ler-se na nota da APROSOC.

A associação mais avança que o presidente do INEM "requisitou dezenas de vacinas a mais para imunizar funcionários do instituto, prestadores de serviços e colaboradores externos, parte dos quais seus amigos pessoais, violando as indicações do plano de vacinação".

"A lista de vacinação não-essencial circulou em formato Excel entre os diretores regionais e Luís Meira, numa tentativa de manter confidencial a atitude ilegal e que contraria as regras impostas por Marta Temido (ministra da Saúde)", acrescenta.

Já o INEM, em comunicado, garante que " solicitou apenas vacinas para os profissionais prioritários, tendo recebido as 1.174 doses de vacina anti-covid-19 Comirnaty® (Pfizer-BioNTech) solicitadas, que foram administradas a todos os profissionais prioritários que manifestaram interesse em ser vacinados".

"Iniciado o processo de vacinação, foram identificados profissionais prioritários que não preenchiam os critérios para poderem receber a primeira dose da vacina, de acordo com as indicações de segurança do fabricante (Pfizer), nomeadamente por apresentarem contraindicações, com diagnóstico ou presença de sintomas indicadores de covid-19, ou que tinham estado doentes com covid-19 há menos de 90 dias", acrescenta a nota.

"Considerando o tempo reduzido para administração da vacina, (…) foi possível administrar as doses sobrantes aos profissionais do INEM que dão suporte à atividade de Emergência Médica, para evitar o desperdício destas", garantiu o INEM.

Assim, segundo o instituto, para além das 1.174 vacinas solicitadas, foi possível administrar mais 92.

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