MADEIRA Meteorologia

Mais de 5.500 utilizadores fiscalizados nos trilhos desde abril

Paulo Graça

Jornalista

Data de publicação
13 Maio 2026
16:14
Corpo de Polícia Florestal registou 43 infrações por falta de pagamento da taxa nos percursos pedestres e aplicou coimas de 50 euros aos infratores. Existe ainda uma queixa-crime ao Ministério Público (MP) devido a danos em infraestruturas de controlo de acessos.

O Corpo de Polícia Florestal (CPF) fiscalizou 5.538 utilizadores nos percursos pedestres classificados da Madeira desde o início de abril, no âmbito da operação de controlo da Taxa de Percursos Acessíveis (TPA) e da verificação das regras de utilização dos trilhos oficiais. Segundo o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), foram levantadas 43 contraordenações por falta de pagamento da taxa obrigatória de acesso aos percursos classificados. As infrações resultaram na aplicação de coimas de 50 euros, liquidadas no momento da fiscalização.

Além destas situações, o IFCN registou, desde o início do ano, sete contraordenações por entrada ilegal em percursos encerrados, envolvendo oito infratores. Nestes casos, foram aplicadas multas de 250 euros. Entre os percursos mais visados pelas ações de fiscalização encontram-se o PR1 (Vereda do Areeiro), o PR6 (Levada das 25 Fontes, no Rabaçal), o PR17 (Caminho do Pináculo e Folhadal) e o PR12 (Caminho Real da Encumeada). No caso da Vereda do Areeiro (PR1), reaberto parcialmente a 1 de maio, já foram identificados cinco utilizadores sem o pagamento da taxa obrigatória.

O secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, afirma que os números demonstram o reforço da fiscalização e da monitorização dos percursos classificados, sublinhando que o objetivo passa por garantir a segurança dos visitantes e proteger o património natural da Região.

O IFCN revelou ainda ter recebido recentemente uma denúncia sobre a violação do encerramento do troço entre o Pico do Areeiro e o Pico Ruivo, no PR1, situação que motivou a apresentação de uma queixa-crime ao Ministério Público (MP) devido a danos em infraestruturas de controlo de acessos.

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