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Venezuela “denuncia gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos

Data de publicação
03 Janeiro 2026
9:16

O Governo da Venezuela denunciou hoje uma “gravíssima agressão militar” após as explosões que abalaram a capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.

“A Venezuela rejeita, repudia e denuncia [...] a gravíssima agressão militar perpetrada pelos [...] Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nos arredores de Caracas”, refere um comunicado do Governo.

O Presidente Nicolas Maduro decretou o estado de exceção e apelou a “todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização”, segundo o comunicado.

O Governo da Venezuela, na declaração, convocou os seus apoiantes a irem para as ruas. “Povo às ruas!”, refere-se na declaração.

“O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista”, acrescenta.

Caracas anunciou também que irá denunciar nas Nações Unidas a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos no país.

A declaração acrescenta que Maduro ordenou “a implementação de todos os planos de defesa nacional” e declarou “estado de perturbação externa”, um plano de emergência que lhe dá o poder de suspender os direitos das pessoas e expandir o papel das forças armadas.

O comunicado surge numa altura em que as forças armadas dos Estados Unidos têm, nos últimos dias, tido como alvo barcos suspeitos de contrabando de drogas. Na sexta-feira, a Venezuela disse estar aberta a negociar um acordo com Washington para combater o tráfico de drogas.

Para já, desconhece-se a existência de vítimas.

A partir de Bogotá, o Presidente colombiano, Gustavo Petro, denunciou já o ataque com mísseis contra Caracas, após as fortes explosões na capital venezuelana, e pediu uma reunião “imediata” da Organização dos Estados Americanos (OEA).

“Alerta Geral, eles atacaram a Venezuela”, escreveu o Presidente colombiano, próximo de Maduro, sublinhando que, quer a OEA quer a ONU, “devem pronunciar-se sobre a “legalidade internacional” dessa “agressão” contra o país vizinho.

Entretanto, a Força Aérea dos Estados Unidos emitiu hoje um aviso oficial que proíbe todas as aeronaves de circular no espaço aéreo da Venezuela, após os ataques na capital do país sul-americano que o Presidente Donald Trump teria ordenado, segundo a CBS.

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos proibiu os aviões comerciais norte-americanos de operar a qualquer altitude sobre o espaço aéreo da Venezuela, alegando riscos à segurança decorrentes da atividade militar em curso no país sul-americano.

O aviso, conhecido como NOTAM, entrou em vigor às 02:00 locais de hoje (06:30 em Lisboa), e terá validade de 23 horas.

No documento, a autoridade aeronáutica norte-americana não especifica quais forças militares estariam envolvidas nas operações que motivaram a restrição.

Segundo a CBS News, Trump ordenou os ataques aéreos dentro do território venezuelano há alguns dias, citando funcionários sob condição de anonimato.

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