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Ucrânia: Mais de mil habitações livres da água da barragem Kakhovka

JM-Madeira

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Data de publicação
12 Junho 2023
12:58

Mais de mil habitações situadas numa zona ocupada pelas tropas russas na região ucraniana de Kherson já não estão inundadas pela água libertada da barragem de Kakhovka, parcialmente destruída na terça-feira.

O governador interino de Kherson, Vladimir Saldo, confirmou hoje que "o pico das inundações já passou" e que em alguns dos distritos da região o nível da água desceu abaixo de um metro e meio.

Segundo Vladimir Saldo, os especialistas do Ministério da Defesa já começaram a trabalhar na desinfeção da área afetada pelas inundações.

De acordo com o Ministério russo para Situações de Emergência, 1.659 pessoas permanecem ainda em centros de acolhimento.

A empresa hidroelétrica russa, RusHydro, estima que a água do rio Dnieper voltará ao seu curso normal na próxima sexta-feira.

Mais de 7.000 pessoas, incluindo 410 crianças, foram retiradas de suas casas nas cidades de Nova Kakhovka, Oleskhi e Hola Pristan, ocupadas pelos russos??????.

Na sexta-feira, as autoridades russas estimaram em oito o número de mortos nas inundações, enquanto os voluntários apontam para várias dezenas, segundo meios de comunicação social como o site informativo russo independente The Insider.

Entretanto, o Ministério do Interior ucraniano informou que cinco pessoas morreram no norte de Kherson e outras 13 estão dadas como desaparecidas.

Na terça-feira, a destruição da barragem de Kakhovka, no rio Dnieper, provocou inundações nos municípios vizinhos e suscitou preocupações quanto à central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa, situada 150 quilómetros a montante e ocupada pelos russos.

Desde a catástrofe, cuja responsabilidade é atribuída à Rússia por Kiev e parceiros ocidentais, o nível da barragem desceu "rapidamente", passando de 17 para 11,27 metros hoje de manhã, segundo dados recebidos pelos funcionários da Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA).

O rompimento da barragem levou à deslocação de quase 9.000 pessoas no sul da Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,7 milhões de pessoas - 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,2 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Edna Baptista

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